O Fundecitrus ( Fundo de Defesa da Citricultura) reduziu em 0,7% sua estimativa de safra de laranja de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, para 292,60 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg.
A redução se deve a percepção de frutos menores das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal.
Segundo dados da Climatempo Meteorologia, de maio de 2025 a janeiro de 2026, a precipitação média acumulada foi 10% menor do que a série histórica (1991 a 2020) – choveu 862 milímetros no parque citrícola no período contra 959 do histórico e essa escassez hídrica não permitiu os frutos se desenvolvem adequadamente.
Até meados de janeiro, 87% da safra havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto – 1 grama abaixo da projeção anterior. Agora, considerando o peso médio de todas as variedades, a quantidade de laranjas para completar uma caixa de 40,8 kg sobe de 265 (154 gramas por fruto) para 267 frutos (153 gramas por fruto), segundo o Fundecitrus.
Queda de frutos
A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa. Esse é o maior valor registrado ao longo de 11 safras e está associado ao aumento da severidade do greening, doença fúngica sem cura, que tem atingido os pomares paulistas e mineiros.











