Os Estados Unidos bombardearam o Irã pela oitava noite consecutiva na madrugada deste domingo (19), visando instalações relacionadas às defesas aéreas e costeiras do país, bem como locais de armazenamento de mísseis e drones, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
Os ataques foram realizados para “punir rapidamente” o Irã pela morte de dois soldados americanos na Jordânia, na sexta-feira (17), informou o Centcom.
Veja como o conflito escalou na última semana:
No domingo passado (12), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) fechou o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que, segundo o grupo, tentava usar uma rota não autorizada para atravessar a via navegável.
Em resposta, as forças armadas dos EUA lançaram várias séries de ataques contra o Irã. Bahrein, Catar, Kuwait, Omã e Jordânia relataram ataques iminentes à medida que o Irã revidava.
Nas primeiras horas de segunda-feira (13), os EUA realizaram outra rodada de ataques contra o Irã, incluindo dois locais próximos a Ahvaz — cidade conhecida por sua indústria petrolífera — e uma estação de bombeamento de água na província do Cuzistão, no sudoeste do país, segundo a mídia estatal. O IRGC lançou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra bases dos EUA na região, incluindo no Bahrein e no Kuwait.
Na madrugada de terça-feira (14), as Forças Armadas dos EUA informaram ter atacado alvos em todo o Irã durante cinco horas, danificando uma usina de energia na ilha iraniana de Kish, segundo a mídia estatal do Irã.
O Irã lançou ondas de ataques em direção ao Bahrein, enquanto a agência de notícias estatal da Jordânia informou que o país abateu quatro mísseis disparados pelo Irã. Quatro militares do Kuwait ficaram feridos em um ataque iraniano a uma embarcação naval kuwaitiana, segundo o Ministério da Defesa do país. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) também afirmou ter “atingido e inutilizado” dois petroleiros no Estreito de Ormuz.
Naquela noite, os EUA atacaram o Irã antes de reimplementar o bloqueio aos portos do país.
Na quarta-feira (15), os EUA realizaram várias rodadas de ataques contra o Irã, matando pelo menos sete militares iranianos, segundo o Exército do Irã. Um hospital no sudoeste do Irã foi temporariamente isolado após um projétil de um ataque dos EUA cair nas proximidades, relatou a mídia estatal. Jordânia, Kuwait e Bahrein responderam aos ataques iranianos.
No início da quinta-feira (16), uma explosão foi ouvida em Teerã, enquanto a mídia estatal relatava ataques em todo o Irã. Os exércitos da Jordânia e do Kuwait informaram ter interceptado ataques iranianos. Naquela noite, os EUA lançaram mais ataques, com investidas registradas em todo o Irã.
Nas primeiras horas de sexta-feira (17), Kuwait, Bahrein, Jordânia e Catar relataram mais ataques iranianos. O Kuwait afirmou que o Irã atingiu uma usina de geração de energia e dessalinização de água. Os EUA atacaram o Irã novamente; a mídia estatal iraniana relatou que várias pontes no sul do país e uma torre de controle marítimo foram atingidas. O Irã alegou ter visado forças dos EUA na Síria, embora tanto militares americanos quanto autoridades sírias tenham contestado essa afirmação.
Os EUA realizaram uma sétima noite de ataques contra o Irã, estendendo-se até o sábado (18); a ação danificou uma usina de dessalinização no sul do país, segundo o vice-governador da província de Hormozgan. Kuwait, Bahrein, Jordânia e Arábia Saudita relataram o acionamento de alertas ou a interceptação de ataques iranianos, com o Kuwait informando que outra usina de energia e dessalinização de água havia sido atingida.
Durante a noite e até a manha deste domingo (19), os EUA lançaram novos ataques contra o Irã após a morte de militares americanos na Jordânia. Explosões foram ouvidas em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, no Irã, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA, citando moradores locais. Enquanto isso, o Bahrein informou ter interceptado e destruído vários ataques aéreos iranianos.









