Os irmãos Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro atacaram publicamente aliados políticos como o deputado Nikolas Ferreira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o próprio Partido Liberal (PL), gerando tensão na base bolsonarista. Apuração é de Matheus Teixeira, ao Live CNN.
“A situação, que sempre foi essa de rusga interna dentro da base do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se acentuado agora com ele na prisão, principalmente depois da oficialização da candidatura do filho dele à presidência da República”, apontou Teixeira.
O senador agora enfrenta o desafio de unir uma base claramente dividida, como ficou evidente nas trocas de farpas públicas durante o fim de semana.
Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, afirmou que Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro “sofrem de amnésia” por não declararem apoio explícito à candidatura de seu irmão Flávio.
A provocação não ficou sem resposta: Nikolas reagiu dizendo que existem problemas mais urgentes a resolver no país e, em tom irônico, sugeriu que Eduardo “não está bem”.
Michelle, por sua vez, é considerada um ativo importante do PL por sua popularidade junto ao eleitorado evangélico.
Disputa em Santa Catarina gera mais atritos
Outro foco de tensão envolve a escolha de candidatos ao Senado em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro utilizou as redes sociais para atacar o PL, afirmando que “muita gente dentro do partido está jogando contra a família Bolsonaro”.
“Carlos Bolsonaro e Carolina Detoni são os candidatos do bolsonarismo ao Senado na chapa do governador, o também bolsonarista Jorginho Melo”, relatou o analista.
Acrescentando: “Mas, o governador queria fazer uma aliança com PP, atrair partidos de centro para sua base para aumentar a capilaridade, aumentar o tempo de TV, e o nome ao Senado seria a reeleição de Espiridião Amin ao Senado”.
Com duas vagas disputadas por três nomes, a cúpula nacional do PL preferia uma composição política que incluísse o PP, gerando mais um ponto de discórdia interna.
A situação coloca Flávio Bolsonaro em posição delicada, precisando administrar conflitos com figuras de grande apelo popular como Nikolas Ferreira, o deputado federal mais votado nas últimas eleições, e Michelle Bolsonaro, que mantém forte conexão com o eleitorado evangélico – segmento considerado estratégico para qualquer candidatura de direita no Brasil.









