Itaú prevê que todos clientes usarão plataforma de IA até fim do ano

    Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco, detalhou ao CNN Cast os investimentos realizados nos últimos dois anos para construir a base tecnológica do banco, batizada internamente de “Inteligência Itaú”.

    Entre as iniciativas citadas estão o Pix via WhatsApp, a plataforma de banco digital para pequenas empresas com IA generativa e um assessor de investimentos baseado inteiramente em inteligência artificial.

    Mais recentemente, o banco lançou o IAI — Inteligência Artificial Itaú —, uma plataforma conversacional que permite ao cliente interagir diretamente com a instituição sem precisar navegar por menus tradicionais.

    “A gente já tem 3 milhões de clientes usando na plataforma e, até o final do ano, 100% da nossa base de clientes vai ter acesso”, revelou Maluhy.

    Impacto da IA

    Segundo ele, esse trabalho envolveu a criação de proteções e mecanismos de governança para garantir o uso adequado dos dados e o treinamento de modelos de inteligência artificial. “Fomos o primeiro banco a lançar soluções para os clientes com inteligência artificial generativa”, afirmou.

    Questionado sobre a capacidade de quantificar os ganhos gerados pela inteligência artificial, Maluhy foi categórico: “total. A gente já consegue quantificar a produtividade dos times, qualidade dos modelos de crédito”.

    Ele explicou que é possível medir frequência de uso, satisfação dos clientes e a acurácia dos modelos, com ajustes contínuos baseados nos feedbacks recebidos.

    Para Maluhy, a adoção da inteligência artificial representa uma mudança irreversível na forma como o banco opera e se relaciona com seus clientes. “É um caminho sem volta”, afirmou.

    Ele ressaltou que o grande desafio atual é a capacidade de se “autodisruptar”, ou seja, adotar soluções modernas mesmo que isso implique transformar modelos de negócio já consolidados. “Melhor que a gente faça antes que alguém faça por nós”, concluiu.

    Estratégia do banco

    Para ele, a combinação de disciplina, visão de longo prazo e uso intensivo de tecnologia está no centro da estratégia da instituição.

    “O ponto central aqui é disciplina, visão de longo prazo, disciplina de gestão de risco, alocação de capital, ter um olhar para o cliente sempre, olhando em ciclos mais longos”, afirmou Maluhy.

    O executivo destacou ainda que o banco busca transitar de uma lógica de hiperpersonalização em escala para uma abordagem de individualização de cada cliente, tornando as decisões de crédito mais rápidas e precisas.

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