• Lipedema também pode atingir homens; doença é confundida com sobrepeso

      Apesar de serem casos raros, o lipedema também atinge homens e nem sempre é sinal de sobrepeso.

      Entre as características que diferenciam o lipedema da obesidade, se apresentam o acúmulo bilateral e desproporcional de gordura em pernas, quadris e braços.

      Além disso, também é possível citar como sintomas a dor ao toque, preservação dos pés em muitos casos, facilidade de formar hematomas e resposta diferenciada da gordura afetada à alimentação e atividades físicas.

      Junho é reconhecido como o mês de conscientização do lipedema, uma condição frequentemente relacionada erroneamente com obesidade, sobrepeso ou até mesmo gordura localizada.

      Apesar de os casos serem maiores em mulheres, a doença também pode atingir os homens, derrubando os estereótipos sobre o quadro.

      O cirurgião plástico da Revion International Clinic, Leandro Faustino, explica que casos em homens atentam para o fato de que a condição deve ser entendida como uma doença do tecido adiposo. “Os casos em homens são raros, mas existem, e mostram que estamos falando de uma condição médica, não apenas de uma característica corporal ou estética”, afirma.

      Questão de diagnóstico

      Outro importante fato é que o diagnóstico é predominantemente clínico, pois ainda não há possibilidade de confirmação com um exame único. Os estereótipos que afirmam que o lipedema é exclusivamente excesso de peso, retenção de líquido ou celulite acabam atrasando o diagnóstico verdadeiro.

      O cirurgião plástico da Revion International Brasil explica ainda que as gorduras corporais não se comportam todas da mesma forma. O Lipedema, por exemplo, é uma doença do tecido adiposo e estudos sobre elas ainda são recentes.

      De acordo com Leandro Faustino, o avanço da medicina regenerativa auxilia na ampliação do conhecimento sobre o tecido adiposo e suas funções dentro do organismo. “Durante muito tempo a gordura foi vista apenas como uma reserva energética. Hoje sabemos que ela é um tecido biologicamente ativo e que nem toda gordura do corpo é igual. O lipedema ajuda a mostrar isso de forma muito clara e tem contribuído para ampliar o interesse científico sobre o potencial biológico desse tecido e suas aplicações futuras”, afirma.

       

      *Sob supervisão de Thiago Félix

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