Maioria dos ucranianos resiste em ceder territórios para encerrar guerra

A guerra na Ucrânia completará 4 anos em 21 de fevereiro, diante da retomada de ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia — deixando partes da população sem energia durante um inverno rigoroso.

Ao mesmo tempo, representantes dos dois países e dos Estados Unidos voltaram a se reunir em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para discutir o fim do conflito.

A maior questão na mesa de negociações segue sendo territorial. Vladimir Putin deseja a totalidade da região de Donbass que é controlada majoritariamente pelos russos após a invasão, mas ainda com presença de forças de Kiev.

Moscou tentou incluir a cessão do local em um acordo, algo rechaçado por Zelensky a princípio – mas que ganha força se for acompanhado de garantias de segurança dos Estados Unidos.

E a negativa para a entrega do território aos russos encontra apoio na população. Cerca de 52% dos ucranianos dizem que essa condição dos russos é “completamente inaceitável”, segundo o Instituto Internacional de Sociologia de Kiev.

“Se conversas estão ocorrendo… espero que a decisão seja benéfica para o nosso país e que não tenhamos que entregar nossos territórios, nossa população, nossa língua e nossa independência”, diz Sofiia Popovych, moradora da capital da Ucrânia.

Outros 40% afirmam que estariam dispostos a ceder Donbass — por mais que a maioria reconheça que seria uma “condição difícil”.

Os números são parecidos com os vistos no início de 2025, quando 50% se diziam contra e 46% a favor.

Durante um discurso nesta quarta (4), Zelensky destacou a resistência da população e cobrou garantia de parceiros para a paz. “O agressor não deve ser recompensado. Se a Rússia receber qualquer ‘prêmio’, ela vai, eventualmente, quebrar qualquer acordo”, destacou.

A pesquisa expõe, também, que grande parte da população (65%) “suportaria” a guerra o tempo que fosse necessário. E que os moradores do país imaginam, majoritariamente, que o conflito só acabará em 2027 ou posteriormente. Muitos, inclusive, olham com ceticismo para as conversas de paz.

“Honestamente, não espero nada de novo. Acho que tudo será igual às investigações anteriores”, disse Olena Sokotiuk, de 43 anos.

“Obviamente, a guerra vai acabar por meio de negociações, mas não vai acontecer nesse mês, ou nesse ano, e as pessoas seguirão morrendo”, afirmou Dariia Ulman, de 29 anos e viúva de um soldado ucraniano.

“O conflito seguirá por séculos. Nós sempre deveremos odiar a Rússia”, finalizou.

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