O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a prestar depoimento na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
O colegiado, comandado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), acompanha os desdobramentos das investigações da fraude financeira envolvendo o banco e prevê a oitiva de Vorcaro no próximo dia 10 de março, às 11h.
A autorização do Supremo para a ida do banqueiro é necessária pois Vorcaro cumpre medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e a impossibilidade de sair da comarca. O deslocamento, no entanto, não é obrigatório.
Na decisão, Mendonça esclareceu que a ida do banqueiro depende da “prévia manifestação expressa do ivestigado, formal e inequívoca quanto à sua opção positiva pelo comparecimento”.
O empresário também seria ouvido na CPMI na última segunda-feira (23), mas descartou comparecer após uma decisão do ministro Mendonça que tornou facultativa a sua presença. Segundo o ministro, mesmo tendo sido convocado, o banqueiro não é obrigado a comparecer à comissão de inquérito com base no direito à não autoincriminação.
Como a CNN Brasil mostrou, Vorcaro optou por evitar a sua exposição política e desistiu da oitiva. Ele seria ouvido sobre o envolvimento do Banco Master no escândalo de descontos a aposentadorias e pensões, em especial sobre irregularidades em empréstimos consignados.
Grupo de trabalho na CAE
Integrantes da comissão tiveram reuniões recentes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O grupo iniciou os trabalhos no começo de fevereiro e almeja ter acesso a informações até então obtidas nas investigações sobre o Banco Master, além de possíveis quebras de sigilo.









