• Meta lança IA que analisa estrutura óssea para verificar idade no Instagram

      A Meta anunciou a implementação de novas ferramentas de IA (inteligência artificial) para reforçar a verificação de idade em suas plataformas, Instagram e Facebook. No Brasil, por enquanto, a medida se restringe aos usuários do Instagram, segundo o comunicado.

      O objetivo da empresa é identificar usuários menores de 18 anos que informam idades falsas para burlar restrições, garantindo que sejam reposicionados para as “Contas para Adolescentes”, que possuem filtros de privacidade e conteúdos mais rigorosos.

      Tecnologia de análise: estrutura óssea e altura

      A grande novidade reside no uso de análise visual por IA. Diferente do reconhecimento facial, que identifica indivíduos específicos, essa tecnologia analisa pistas visuais genéricas — como por exemplo a estrutura óssea e altura — em fotos e vídeos que ajudam a identificar a faixa etária do usuário.

      “Nossa IA analisa temas gerais e pistas visuais, como altura ou estrutura óssea, para estimar a idade aproximada de alguém; ela não identifica a pessoa específica na imagem. Ao combinar essas informações visuais com nossa análise de texto e interações, podemos aumentar significativamente o número de contas de menores de idade que identificamos e removemos”, diz o texto.

      Segundo o comunicado da Meta, no Brasil e na União Europeia, essa fiscalização será intensificada para adolescentes que tentarem falsificar a idade no Instagram.

      Além da análise visual, a empresa expandiu o uso de modelos de linguagem que buscam pistas contextuais em perfis, incluindo:

      • Comentários e legendas de publicações;
      • Menções a comemorações de aniversário ou notas escolares;
      • Interações em Reels, transmissões ao vivo (Live) e Grupos do Facebook.

      Rigor na fiscalização de menores de 13 anos

      Embora a idade mínima permitida para o uso das redes sociais seja de 13 anos, a Meta admitiu que a identificação de usuários online ainda é um desafio complexo para o setor.

      Caso o sistema identifique que uma conta pertence a um menor de idade, o perfil será desativado imediatamente.

      Para evitar a exclusão definitiva, o titular deverá passar por um processo formal de comprovação de idade.

      Agilidade nas denúncias

      A empresa também reformulou os canais de denúncia para a comunidade. Agora, fluxos simplificados na Central de Ajuda e nos aplicativos permitem que usuários reportem contas suspeitas de pertencerem a menores.

      Para processar esse volume, a Meta passou a utilizar IA para auxiliar as equipes humanas, o que, segundo testes da companhia, resultou em maior precisão e rapidez nas resoluções.

      Esforço global e educativo

      As melhorias tecnológicas, segundo a gigante da tecnologia, estão sendo implementadas globalmente, embora recursos avançados como a análise visual estejam estreando em mercados selecionados antes da expansão total.

      Paralelamente ao avanço técnico, a Meta reforçou a importância do diálogo entre pais e filhos sobre a veracidade dos dados informados na internet, visando um ecossistema digital mais seguro para o público jovem.

      Aumento da classificação indicativa

      O governo federal elevou de 14 para 16 anos a classificação indicativa do YouTube após uma análise técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontar a presença de conteúdos considerados prejudiciais para menores.

      Na prática, a mudança significa que a plataforma passa a ser não recomendada para usuários abaixo de 16 anos. A nova classificação deverá aparecer de forma visível em todos os locais onde o serviço estiver disponível, como lojas de aplicativos, além de ser informada antes do acesso.

       

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