Operação Carimbadores: réus são condenados a 20 anos de prisão por estupro

Dois presos foram condenados pelo estupro de menores de idade em Manaus (AM). Os réus da “Operação Carimbadores” receberam penas que, somadas, ultrapassam 20 anos de regime fechado. A decisão é desta terça-feira (3).

Um dos acusados foi condenado a 12 anos, 3 meses e 10 dias de prisão. O outro recebeu a pena de 9 anos, 5 meses e 10 dias de prisão. A sentença foi assinada pelo juiz Rosberg de Souza Crozara. 

Apesar da condenação por estupro, o juiz absolveu os réus da acusação de “perigo de contágio de moléstia grave”, por considerar que as provas constantes dos autos não demonstraram atos concretos que expusessem terceiros a risco real de contágio.

Durante as investigações, foram analisados dispositivos móveis apreendidos pela polícia. Os laudos periciais do Instituto de Criminalística confirmaram a existência de material pornográfico envolvendo menores de idade nos aparelhos dos réus.

Conforme a sentença, os dois homens foram condenados com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): artigos 241-A (divulgação de material pornográfico infantil) e 241-B (posse/armazenamento de tal material); e 288 (associação criminosa) do Código Penal.

Relembre o caso

Dois homens foram presos em maio de 2024 por abusarem sexualmente de pessoas menores de idade. A suspeita é de que eles teriam transmitido a elas o vírus HIV.

As prisões são resultado da “Operação Carimbadores”, que leva o nome de como os criminosos se intitulavam. A expressão significa transmitir o vírus do HIV sem o conhecimento da outra pessoa.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, titular da Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente), as investigações começaram há cerca de dois anos, após uma denúncia anônima.

“O denunciante teve acesso a diálogos entre dois homens que discutiam sobre os supostos estupros e também sobre serem pessoas vivendo com o HIV. Dessa forma, eles intencionalmente cometiam esses abusos com o objetivo de transmitir o vírus”, afirmou Joyce Coelho na época.

Em dezembro de 2023 foram iniciadas novas investigações a pedido do Ministério Público do Amazonas com informações recebidas pela Polícia Federal (PF).

*Sob supervisão de Tonny Aranha

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