As primeiras 100 horas da campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã custaram US$ 3,7 bilhões, o equivalente a aproximadamente US$ 890 milhões por dia. A estimativa foi divulgada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais nesta quinta-feira (5).
De acordo com o levantamento, a maior parte desses gastos não estava prevista no orçamento do Departamento de Defesa americano. Do total despendido, apenas US$ 178 milhões estavam contemplados no planejamento financeiro, enquanto mais de US$ 3,5 bilhões representam despesas extraordinárias.
Os gastos operacionais somam US$ 196 milhões, enquanto o custo com munições alcança US$ 3 bilhões. Já para repor perdas em combate ou consertar equipamentos danificados, foram destinados US$ 390 milhões. As operações navais na região custam em média US$ 15 milhões diariamente, sem contar as operações aéreas e toda a logística terrestre nas bases americanas que estão sendo atacadas.
Tendência de redução nos custos
O levantamento aponta que esses custos tendem a diminuir com o passar do tempo, já que o início de conflitos geralmente é marcado por batalhas mais intensas. Segundo Pete Hegseth, secretário de Defesa americano, o Irã tem reduzido significativamente os lançamentos de mísseis, com uma diminuição de 86%.
O estudo foi elaborado com base nas informações divulgadas pelo Departamento de Defesa sobre a quantidade de munições utilizadas, tropas mobilizadas e tipos de armamentos empregados. Esses dados foram comparados com levantamentos da Secretaria de Orçamento sobre quanto custa manter equipamentos militares como caças F-35, destroyers e porta-aviões no Oriente Médio.
A situação pode gerar pressão política interna nos Estados Unidos, onde a população já enfrenta problemas com inflação. O governo americano provavelmente precisará solicitar um orçamento adicional para o Ministério da Defesa para cobrir os gastos não previstos com o conflito.









