• População de milionários no mundo bateu novo recorde em 2025, diz pesquisa

      A população de milionários e o volume de ativos que possuem atingiram novos recordes em 2025.

      O patrimônio do grupo cresceu 8,7% e chegou a US$ 98,3 trilhões, de acordo com o World Wealth Report 2026, relatório anual publicado pelo Capgemini Research Institute, nesta quinta-feira (4).

      O estudo monitora globalmente a população e a fortuna de indivíduos de alto patrimônio líquido.

      De acordo com os dados, a quantidade de pessoas com mais de US$ 1 milhão para investimentos, que é a definição de ricos da consultoria, subiu para 25,3 milhões.

      O dado representa acréscimo de 2 milhões de indivíduos em relação ao ano de 2024.

      Entretanto, o levantamento aponta que a riqueza permaneceu concentrada, uma vez que 1% do público detém 34,8% do montante de recursos.

      O segmento com fortunas a partir de US$ 30 milhões avançou 9,4% no período.

      Segundo o relatório, o desempenho dos mercados de ações e a queda da inflação impulsionaram a criação de riqueza. Os ganhos com uso de inteligência de máquinas atuaram como motor do resultado em cinco das seis regiões em análise.

      A região da Ásia-Pacífico registrou elevação de 10,5% na riqueza e 9,4% na população de novos ricos. O resultado ocorreu pela demanda de semicondutores, com liderança de Japão e China.

      Na América do Norte, o aumento da riqueza foi de 9,9%, e o número de novos milionários teve alta de 9,1%. O aumento foi impulsionado pelos Estados Unidos, que registraram acréscimo de 736 mil integrantes no grupo, o número no topo da lista entre os países.

      A Europa apresentou expansão de 8% no capital e 6,5% no número de indivíduos. O continente teve benefício da estabilização dos mercados e da desaceleração de preços.

      Na África, a riqueza subiu 7%, com suporte da valorização de metais como ouro, e o número de ricos cresceu 4,1%. A América Latina teve acréscimo de 5,1% no patrimônio, e crescimento de 0,3% no número de milionários.

      Já o Oriente Médio foi a única região que registrou contração no volume de ativos, de 1,5%. A queda nos preços do petróleo e tensões na área influenciaram o dado, segundo o levantamento. O número de indivíduos ricos diminuiu 1,4% no período.

      Kartik Ramakrishnan, CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini e Membro do Conselho Executivo do Grupo, afirma que 2025 representa bom momento para o tamanho da população de milionários e dos ativos sob controle desse grupo.

      “Nos nossos 30 anos de acompanhamento da riqueza global, 2025 representa um momento excepcional para o tamanho da população mundial de indivíduos de alto patrimônio líquido (HNWIs) e os ativos que eles controlam”, afirmou.

      “Os HNWIs agora têm acesso a mais classes de ativos em diversos mercados, juntamente com maiores opções em termos de consultores e especialização”.

      O executivo, entretanto, indica um ponto de inflexão no setor. Entre 2022 e 2025, um volume de US$ 1,5 trilhão em ativos migrou para competidores de empresas do mercado.

      Segundo o CEO, os clientes buscam acesso a produtos e personalização de acordo com o estilo de vida.

      O estudo da Capgemini foi baseado em entrevistas com 6.510 indivíduos ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.

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