• Presidente do Irã diz que país não vai “baixar a cabeça” em meio a pressão

      O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse, neste sábado (21), que seu país não cederá à pressão das potências mundiais em meio às negociações nucleares com os Estados Unidos.

      “As potências mundiais estão se unindo para nos forçar a baixar a cabeça… mas não baixaremos a cabeça, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, disse Pezeshkian em um discurso transmitido ao vivo pela TV estatal.

      Trump diz que está considerando fazer ataque limitado contra o Irã

      O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) que está considerando um ataque militar limitado ao Irã, mas não deu outros detalhes.

      Questionado se estava considerando um ataque limitado para pressionar o Irã a um acordo sobre seu programa nuclear, ele disse a repórteres na Casa Branca: “Acho que posso dizer que estou considerando”.

      Segundo apuração da Reuters, ataques dos EUA poderiam ter como alvo alguns indivíduos e até mesmo o objetivo de mudar o regime em Teerã.

      Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos

      O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.

      O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.

      Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.

      Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.

      A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.

      Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.

      Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.

      Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.

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