O economista Aod Cunha afirmou, durante participação no WW desta segunda-feira (9) que os problemas que levaram à liquidação do Banco Master foram fraudes no sistema financeiro, corroborando a declaração do presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, de que o caso não seria uma questão de regulação, mas sim de polícia.
Para Cunha, apesar da atenção que o banco chamou pelo volume crescente de aplicações com rentabilidade acima do mercado, o que realmente provocou a intervenção do BC foram irregularidades graves identificadas na instituição.
“Um grande problema que apareceu e que o Banco Central depois identificou e, por isso, liquidou o Master, foram fraudes, crimes no sistema financeiro”, afirmou o economista.
Segundo ele, foram detectados “ativos que não tinham valor, que eram inflados artificialmente e que validavam um crescimento muito acentuado no banco, sem qualquer correspondência em atividade financeira lícita, em investimentos corretos”.
O economista também mencionou que o caso vai além do sistema financeiro, revelando conexões mais amplas à medida que as investigações avançam.
Ele lembrou ainda uma tentativa ocorrida no Congresso Nacional em 2024, quando lideranças do Centrão e do PL tentaram aumentar o limite máximo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
“Imagine o tamanho adicional que isso poderia ter provocado no mercado”, alertou Cunha, sugerindo que tal mudança poderia ter ampliado os riscos sistêmicos.
O economista concluiu enfatizando que o caso do Banco Master envolve “muita irregularidade, muita ilegalidade, e não só uma questão de exposição de aumento de risco de um ator, de um banco no sistema financeiro”.











