• Brasil prepara emissão de títulos em yuan na China

      O Brasil iniciou o processo para sua primeira emissão de títulos públicos no mercado chinês, em yuan, enquanto avança na estratégia de atração de investimentos internacionais para projetos de transformação ecológica e inovação. Chamada de Panda Bonds, a iniciativa busca diversificar as fontes de financiamento da dívida pública e aproximar o país de novos investidores asiáticos.

      O ministro da Fazenda, Dario Durigan, entregou nesta quinta-feira (25) aos órgãos reguladores do mercado de capitais da China a Carta de Apresentação da República, documento que formaliza o primeiro passo para a operação.

      A emissão ainda depende da conclusão de procedimentos legais e operacionais, além das condições do mercado no momento da oferta.

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      Mercado chinês

      Os chamados Panda Bonds são títulos emitidos no mercado doméstico chinês por governos, empresas ou instituições estrangeiras, com remuneração em yuan, a moeda chinesa.

      Segundo o Ministério da Fazenda, a operação faz parte da estratégia do Tesouro Nacional de ampliar a presença brasileira nos mercados internacionais e reduzir a dependência de uma única fonte de financiamento.

      A emissão também pode criar uma referência para empresas brasileiras que desejem captar recursos no exterior.

      O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 já prevê a possibilidade de operações em diferentes moedas. O Brasil fez uma emissão internacional em euros em abril e agora avalia a entrada no mercado chinês.

      Investimentos verdes

      Durante a missão oficial à China, o governo também apresentou oportunidades do Eco Invest Brasil, programa voltado à mobilização de capital privado para projetos sustentáveis.

      A agenda reúne investidores, bancos, fundos e empresas em encontros sobre finanças verdes, mercado de carbono e inovação tecnológica.

      Com a previsão de levantar R$ 50 bilhões em investimentos, o quinto leilão do programa está destinado à criação de fundos de inovação, com foco em setores estratégicos.

      Parceria asiática

      Após a etapa na China, a missão internacional do Eco Invest Brasil seguirá para o Japão e a Coreia do Sul. O objetivo é aproximar o Brasil de países com forte capacidade tecnológica e financeira.

      A Ásia, ressalta o Ministério da Fazenda, reúne centros relevantes de indústria, inovação e financiamento de longo prazo, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento de novas cadeias produtivas no Brasil.

      Integrante do Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil mobilizou mais de R$ 140 bilhões para projetos sustentáveis no país, com mais de R$ 63 bilhões previstos em captação externa.

      Principais áreas do Eco Invest Brasil:

      •     combustíveis verdes avançados;
      •     fertilizantes sustentáveis;
      •     minerais críticos;
      •     sistemas de baterias;
      •     química verde;
      •     biomateriais;
      •     inteligência artificial aplicada à indústria;
      •     descarbonização de processos produtivos.

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