Quando a representatividade da mulher 50+ entrou na agenda, tentaram trazer um novo padrão estético junto com o tema. Tudo girava em torno de uma mulher de cabelos grisalhos fartos, brilhantes, quase sempre compridos. Mas não só: ela tinha a pele bronzeada e o corpo, é claro, magérrimo. Os bancos de imagem se encheram de fotos de mulheres assim, logo, a mídia também. Muita gente se inspirou e daí, veio a expressão “ela assumiu o grisalho” como se fosse uma virtude, um ato de coragem. Na pandemia (já se vão 6 anos, ufa) a moda encontrou a necessidade, os cabelos brancos também se tornaram funcionais, foi o momento da transição. Eu cogitei. Acho grisalho lindo, gosto do astral, acho chique. Mas não gostei de me ver nem com a raiz branca, que dirá o cabelo todo. E quer saber? Tá tudo bem. Porque depois de meio século de vida, eu posso decidir, sem culpa, o que mais gosto para mim esteticamente. Afinal, branco é mais uma cor. Lembra quando diziam que mulher 50+ “tinha que ter” cabelo curto? Ah, tempo rei. Seu cabelo, suas regras.









