• Campo Grande: Mutirão de Tapa-Buracos Abrangerá Sete Regiões a Partir de Agosto

      A partir de agosto, as sete regiões de Campo Grande receberão um mutirão de tapa-buracos, visando solucionar uma das principais queixas dos moradores sobre a degradação das vias. A força-tarefa da prefeitura iniciará os trabalhos na primeira quinzena do mês, prometendo uma atuação mais abrangente e regular na cidade para combater os problemas no asfalto.

      Ações para Ampliar a Cobertura dos Serviços

      O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Brandão, informou que, ao assumir a pasta há cerca de 40 dias, suspendeu os quatro contratos de tapa-buracos então em vigor, conforme orientação da Controladoria-Geral do Município. Ele também solicitou uma consulta à Procuradoria-Geral do Município (PGM) para endereçar a falta de cobertura contratual em quatro regiões da cidade.

      A consulta resultou positivamente, permitindo a adição de mais uma frente de trabalho dentro do limite contratual, totalizando quatro frentes atuando em Campo Grande e aumentando consideravelmente a prestação de serviço. Um estudo técnico realizado pelo Consórcio Central credenciará até 20 empresas para executar os serviços, ampliando o número de equipes nas ruas a partir de agosto.

      A previsão é que, na primeira quinzena de agosto, o atendimento seja regularizado em todas as sete regiões, com uma gama maior de empresas para expandir a ação em formato de mutirão. Brandão ainda destacou que o número de buracos fechados por dia dobrou, passando de 450 para 900. No sábado (4), aproximadamente 100 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas em uma ação concentrada nas regiões da Vila Carlota, Vila Albuquerque, Vila Ieda e Vila Morumbi.

      Fatores Agravantes da Situação das Ruas

      André Brandão explicou que o volume de chuva em Campo Grande nos primeiros sete meses de 2026 superou a média em 200 milímetros em comparação com 2025, contribuindo significativamente para o aumento dos problemas no asfalto. A idade média da malha asfáltica da cidade, que é de aproximadamente 25 anos, também é um fator crítico para a deterioração das vias.

      A situação foi ainda mais agravada por uma operação desencadeada pelo Ministério Público, envolvendo uma empresa investigada, o que congestionou a operação de manutenção em toda Campo Grande, resultando em prejuízos para os moradores.

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