Juliana Paes retorna à Viradouro em fantasia criada pela Dolce & Gabbana


Pela primeira vez, a Dolce & Gabbana assina uma fantasia de Carnaval. A criação marca o retorno de Juliana Paes como Rainha de Bateria da Unidos do Viradouro após 17 anos e simboliza um movimento estratégico que ultrapassa a passarela do samba: insere o Carnaval brasileiro no circuito simbólico do luxo internacional.
A peça, desenvolvida em colaboração exclusiva entre a grife italiana e a escola de Niterói, não representa apenas um figurino de desfile, mas um gesto de posicionamento. Ao unir sua herança estética a uma das maiores manifestações culturais do país, a maison transforma o Sambódromo em vitrine de capital cultural e presença global.
Juliana Paes
Reprodução/Instagram
Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, o movimento confirma uma leitura mais ampla sobre o Carnaval como território de desejo e narrativa. “O Carnaval coloca o Brasil em estado de visibilidade global. Não como um destino de luxo plenamente consolidado, mas como um território em expansão nesse setor, observado de perto por um público internacional de alto poder aquisitivo”, afirma.
Juliana Paes
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Segundo a especialista, quando uma casa de moda com legado consolidado decide integrar sua assinatura a uma manifestação popular, há uma transferência simbólica de códigos. “Não se trata apenas de vestir uma celebridade. É uma operação de narrativa. O luxo reconhece no Carnaval brasileiro uma potência estética, cultural e imagética capaz de dialogar com o mundo sem perder singularidade”, analisa.
Juliana Paes
Reprodução/Instagram
Nesse contexto, o desfile deixa de ser apenas espetáculo e passa a funcionar como uma “ilha de experiência”, conceito desenvolvido por Tamara para explicar como o luxo se manifesta no Brasil. São projetos que entregam excelência, curadoria e controle da jornada, mesmo em ambientes de alta complexidade. “As ilhas de experiência são projetos capazes de entregar luxo com curadoria cultural, controle da jornada do cliente, serviço em padrão internacional e uma leitura simbólica sofisticada do Brasil, mesmo em um ambiente estruturalmente desigual, os serviços de hospitalidade são grandes referências nesse sentido”, define.
Juliana Paes
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A presença de uma maison italiana em um desfile de escola de samba reforça essa lógica: na avenida, constrói-se um espaço de imersão sensível, onde herança europeia e enraizamento cultural brasileiro dialogam sob o signo da raridade.
Juliana Paes
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Para Tamara, o desafio agora é expandir essa presença além do evento pontual. “O Carnaval mostra que há demanda nacional e internacional, aceitação de preços globais e operadores capazes de entregar excelência. O próximo passo é conectar essas ilhas em um sistema mais consistente, que sustente o luxo brasileiro ao longo de todo o ano”, afirma.
Juliana Paes
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Ao vestir Juliana Paes na Marquês de Sapucaí, a Dolce & Gabbana não apenas cria uma fantasia: inscreve seu nome em uma das maiores narrativas culturais do país – e confirma que o Carnaval, quando observado sob a lente estratégica, é mais do que festa. É palco de permanência, desejo e legado.
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