• o que fazer, onde comer e onde ficar em Milão e Cortina d’Ampezzo

      Já Cortina, clássico do turismo de inverno europeu, recebe as provas de neve, como esqui alpino, bobsled e snowboard, em cenários que parecem ter sido desenhados para o cinema. Muito além do esporte, os Jogos transformam as cidades em polos culturais: fan zones, concertos, exposições, ativações de marcas de luxo e uma agenda social paralela que faz parte da experiência tanto quanto as competições. Neste guia, reuni algumas dicas e informações importantes para quem está planejando viajar para Milão ou Cortina e pretende aproveitar a viagem ao máximo.

      Milão é capital também da gastronomia moderna. A cidade vive de rituais: café rápido de manhã, almoço funcional e aperitivo sagrado no fim do dia. Durante os Jogos, restaurantes próximos ao centro histórico e aos canais de Navigli ganham ainda mais vida. Espere risotos bem executados, massas artesanais, carnes impecáveis e sobremesas clássicas. Reservar é essencial, especialmente para jantares após competições noturnas. Entre os restaurantes top, vale citar o Contraste (chef Matias Perdomo, duas estrelas Michelin), conhecido por menus-degustação inventivos. Para uma experiência “neo-trattoria”, o Trippa (Porta Romana) do chef Diego Rossi é famoso pelas massas artesanais e risotos nostálgicos. O Ratanà (Isola) serve clássicos milaneses com toque contemporâneo – seu risoto alla milanese com tutano é aclamado.

      Cortina mantém um clima montanhês acolhedor. Aqui, a comida aquece. Polenta, cogumelos, queijos de montanha e carnes de caça aparecem reinterpretados com delicadeza contemporânea. Muitos restaurantes oferecem vistas abertas para as Dolomitas, o que transforma o jantar em um evento sensorial completo. Experimente o Villa Oretta (cozinha típica vêneta: gnocchi gorgonzola, funghi), o Leone e Anna (pratos de peixe da Sardenha, como spaghetti com bottarga), e o Ristorante Beppe Sello (no hotel homônimo, famoso pelo steak tartare caseiro). Esses são frequentemente apontados como imperdíveis na região.

      
A rota clássica é trem até Veneza Mestre (2h15) + ônibus Cortina Express para Cortina (total 5h45). Para esta opção, reservas antecipadas são altamente recomendadas. Outra opção econômica é o ônibus direto FlixBus (Milão–Cortina, partindo da Lampugnano, 7h, com preços menores). De carro, a viagem tem 370 km (cerca de 4h30 pela autoestrada A27), com paisagens que já anunciam os Alpes.

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