A relação de Lady Di com a moda sempre ultrapassou a ideia de estilo pessoal. Suas roupas ajudaram a construir uma imagem pública, acompanharam mudanças de comportamento e acabaram se tornando registros visuais de momentos específicos de sua trajetória. É esse repertório, já consolidado no imaginário coletivo, que serve de base para o musical Diana – A Princesa do Povo, que estreia em 27 de fevereiro, no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, e propõe uma leitura cênica em que o figurino atua como parte ativa da narrativa.
Na montagem brasileira, estrelada por Sara Sarres e dirigida por Tadeu Aguiar, os figurinos criados por Ney Madeira e Dani Vidal não seguem a lógica da reprodução literal. Eles partem de referências históricas conhecidas, mas são reorganizados de acordo com a dramaturgia. “O figurino desempenha um papel central na construção da personagem, funcionando não apenas como vestimenta, mas como linguagem narrativa, psicológica e histórica”, afirmam.
Ao longo do espetáculo, as roupas acompanham as transformações internas de Diana, da jovem que ainda não compreende o funcionamento da monarquia à mulher que passa a entender o alcance público da própria imagem. Dois figurinos concentram esse percurso: o Suéter de Ovelhinha e o Vestido da Vingança.
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Inspirado no suéter vermelho com ovelhas brancas e uma única ovelha preta, criado pela Warm & Wonderful e usado por Diana no início dos anos 1980, o traje surge no musical como símbolo imediato de deslocamento. “No espetáculo, essa peça funciona quase como um comentário gráfico sobre a posição de Diana na monarquia”, explicam os figurinistas. A textura do tricô, as cores saturadas e o aspecto artesanal contrastam com os trajes formais e estruturados da corte, reforçando visualmente a sensação de inadequação. “Essa oposição cria empatia e aproxima a personagem do público.”
No outro extremo está o Vestido da Vingança, inspirado no modelo preto usado por Diana em 1994. No palco, ele marca um ponto de virada emocional e narrativa. “Optamos por uma silhueta que enfatiza o corpo de forma elegante e segura, com linhas ajustadas, decote marcante e comprimento pensado para equilibrar sensualidade e sofisticação”, detalham Ney e Dani. A escolha do preto é tratada como afirmação de presença e controle de imagem. “É o momento em que Diana deixa de ser apenas uma figura decorativa da monarquia.”
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O figurino dialoga diretamente com o corpo da atriz e com o movimento em cena. A intenção não é reconstruir um evento específico, mas condensar um estado emocional reconhecível pelo público. “O vestido sintetiza o instante em que a personagem assume o controle da própria narrativa”, contam. “Trabalhamos com arquétipos reconhecíveis, mas reorganizados de forma teatral, clara e simbólica.”
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Local: Teatro Multiplan – Shopping VillageMall
Av.. Das Américas, 3900 – Piso SS1, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Temporada: 27 de Fevereiro a 26 de Abril
Sessões: Quarta, Quinta, Sexta às 20h | Sábado às 16h e 20h, Domingo às 15h30 e 19h30
Valor: Ingressos entre R$ 125,00 e R$ 340,00
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