Nesta quarta-feira (4), a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo sete mandados de busca e apreensão em Minas Gerais – seis na Região Metropolitana de Belo Horizonte e um no interior do estado. A ação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente liderada pelos mineiros Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel.
No total, a operação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, distribuídos em Minas Gerais e São Paulo. Todas as ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além das prisões e buscas, foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões. Segundo a PF, o objetivo é interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo e preservar valores possivelmente relacionados a práticas ilícitas. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.
Prisões de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi novamente detido pela Polícia Federal em São Paulo nesta quarta-feira (4). Ele é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras. Procurada, a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou sobre a prisão.
Seu cunhado, Fabiano Zettel, que também era alvo de mandado de prisão, entregou-se na Superintendência da PF. A defesa de Zettel declarou que, embora sem acesso ao objeto das investigações, ele está à inteira disposição das autoridades.
Estrutura e Funções no Esquema Criminiso
A decisão que autorizou a operação, emitida por um ministro do Supremo Tribunal Federal, aponta que o grupo investigado atuava com uma estrutura organizada e divisão de tarefas. O esquema incluía núcleos financeiro, de corrupção institucional, de lavagem de dinheiro e de intimidação.
Os principais envolvidos e suas respectivas funções, conforme a investigação, são:
<b>Daniel Bueno Vorcaro</b>: apontado como líder do esquema e responsável pela estratégia financeira do conglomerado.
<b>Fabiano Campos Zettel</b>: descrito como operador do núcleo financeiro e gestor dos fluxos de recursos.
<b>Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão</b>: identificado como coordenador do grupo encarregado de monitoramento e intimidação de alvos.
<b>Marilson Roseno da Silva</b>: policial federal aposentado, que teria atuado no núcleo de coerção e na obtenção de informações sensíveis.
O portal g1 informou que está tentando contato com as defesas de Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Mourão e Marilson Roseno da Silva para manifestação sobre as acusações.









