A Ocupação dialoga diretamente com o vínculo profundo que Ana mantém com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde ingressou em 1981 já como primeira bailarina, e participou de espetáculos como O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Sagração da Primavera e Coppélia. Ao mesmo tempo, evidencia uma carreira que nunca se restringiu aos limites do palco tradicional. Ao longo das décadas, ela percorreu o Brasil, levou o balé a públicos diversos e construiu parcerias que ajudaram a aproximar essa linguagem de outros universos culturais. “Somos um país do futebol e do Carnaval, e eu sou uma bailarina clássica”, lembra. “Mas sempre tive a preocupação de popularizar o balé e foi por isso que eu dancei muito ao ar livre, fiz parcerias muito bonitas, já num momento mais adiantado da minha carreira. A parceria com Carlinhos de Jesus (no espetáculo Isto é Brasil), por exemplo, unia justamente isso: o rigor do clássico com o diálogo com o popular.”










