
Ao longo de sua carreira, Alessandro Michele se consagrou como um dos melhores estilistas a transformar desfiles em verdadeiros espetáculos para muito além das roupas, olhar que segue aplicando agora à frente da Valentino. Em sua segunda apresentação de alta-costura para a marca, o diretor criativo simulou na passarela uma série de “kaiserpanoramas”, cabines que seguem o princípio de um estereoscópico e permitem que os convidados “espiem”, pelo lado de fora, o que se encontra no centro – no caso de hoje, as modelos.
Valentino | Alta-Costura | Verão 2026
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O dispositivo, usado no século 19, é considerado um precursor do cinema. “Nessa zona ambígua onde o ‘vestir-se’ e o ‘ser visto’ se cruzam, o olho penetra num espaço íntimo, quase inacessível. Um espaço distópico, mecânico, intermitente, onde a tensão voyeurística se intensifica, carregada de antecipação. Aqui, não se vê junto com os outros: espia-se o outro como em um peep show moderno, cada um a partir de seu próprio ponto cego”, explica o comunicado à imprensa.
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Essa visão singular, criada especialmente para o espetáculo, faz com que as peças que ali surgem se tornem criações fora do ordinário, evocando as divindades e os mitos concebidos por Hollywood em torno de suas estrelas. Assim, elas se posicionam para além de roupas de consumo rápido, reforçando sua posição como peças dignas de contemplação em todos os seus detalhes, formas e possibilidades.
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