• Dira Paes: 40 Anos Fortalecendo a Cultura Amazônica no Cenário Nacional

      Durante quatro décadas, Dira Paes consolidou-se como uma das principais vozes e representantes da cultura amazônica no Brasil. Em celebração aos 26 anos do Jornal Amazônia, que abordou o tema “Do jeito do Pará”, a trajetória da artista dialoga intrinsecamente com a valorização e projeção das narrativas da região para além de suas fronteiras.

      Trajetória de Destaque e Compromisso Artístico

      A atriz, que celebra 40 anos de carreira, iniciou sua jornada aos 15 anos no filme “A Floresta das Esmeraldas” (1985). Desde então, solidificou-se como um nome proeminente no cinema e na televisão brasileira, participando de mais de 30 filmes, incluindo “Dois Filhos de Francisco” e “Pasárgada”, onde também assinou roteiro e direção. Mais recentemente, atuou em “Manas”, gravado no Pará, interpretando a policial Aretha, personagem inspirada em figuras reais dedicada ao combate à violência sexual infantil. Atualmente, o público a acompanha como Lígia Maria das Graças na novela “Três Graças”, da TV Globo.

      A Visibilidade a Serviço da Identidade Amazônica

      Ao longo de sua trajetória, Dira Paes tem associado sua visibilidade à promoção e valorização da identidade amazônica. Ela expressa grande orgulho em utilizar sua plataforma para causas nobres, ressaltando o 'ser amazônico' que representa em sua própria pele e traços. A atriz destaca que a vivência amazônida está intrinsecamente ligada a um processo contínuo de resistência. Segundo ela, ser amazônida é ter uma luta pela sobrevivência e capacidade de resistência através dos povos originários, sendo este o cerne da questão sobre como a região pode contribuir para a preservação da área tropical mais importante do mundo e de sua cultura única.

      Quebrando Estereótipos e Fortalecendo Laços com a Região

      Dira Paes também aborda os desafios enfrentados por artistas da região Norte no mercado nacional, atribuindo a estereotipação do nortista à falta de conhecimento de um 'Brasil que o Brasil não conhece'. Para ela, a Amazônia representa a base originária da cultura brasileira, ainda pouco compreendida em outras partes do país, e a atriz se orgulha de ter a possibilidade de dar visibilidade a essa cultura. Ela mantém uma relação constante com o Pará e a região, participando frequentemente de projetos locais, como o filme inédito “Sedução”, gravado em Alter do Chão, e novos desenvolvimentos na área. Dira enfatiza a importância de se manter conectada aos acontecimentos na Amazônia, reconhecendo-a como um dos epicentros globais no momento.

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