Missy Peregrym vive uma fase de muitas transformações. Aos 44 anos, a atriz concilia a rotina intensa de gravações de FBI, série policial da CBS, com a maternidade de Otis, de 6 anos, e Mela, de 4. Ao falar sobre os desafios dessa jornada, ela admite que ainda está aprendendo a equilibrar a vida profissional e familiar.
A produção retorna para sua nona temporada, e Peregrym continua no papel da agente especial Maggie Bell. Para a atriz, permanecer durante tantos anos em uma série de sucesso é algo que ainda parece surpreendente. “Parece um pouco milagroso”, afirma ela sobre a oportunidade de continuar na produção ao longo dos anos.
Enquanto construiu sua trajetória na televisão, a atriz também formou uma família ao lado do marido, o ator australiano Tom Oakley, com quem é casada há sete anos. Apesar das conquistas, ela reconhece que conciliar carreira e filhos está longe de ser uma tarefa simples.
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O desafio de ser mãe e trabalhar
Peregrym conta que a maternidade trouxe uma necessidade ainda maior de estar perto dos filhos. Segundo ela, deixar as crianças para ir trabalhar pode ser emocionalmente difícil.
“Assim que você tem um bebê, entra em modo protetor e quer cercar seu filho e estar cercada por ele. E é bem difícil ir trabalhar”, diz Peregrym, de 44 anos.
A atriz revela que já passou por momentos de culpa antes de sair para o trabalho, mesmo sabendo que os filhos estavam bem cuidados.
“Houve muitas vezes em que chorei e pensei: ‘Está tudo bem. Eles estão sendo cuidados’. E meu marido tem sido incrível. Eles estão recebendo o que precisam. Mas, para mim, sempre foi um pouco complicado encontrar esse equilíbrio.”
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A artista também revelou que costuma se cobrar por não conseguir reproduzir o modelo de maternidade que conheceu durante a infância. Ela cresceu em uma casa na qual a mãe estava sempre presente e, por isso, passou a se comparar com essa realidade.
“É maravilhoso ter a oportunidade de trabalhar e também ter uma família, mas essa ideia de que podemos fazer tudo isso é muito avassaladora”, diz ela.
“Cresci em uma casa onde minha mãe estava sempre presente, então imediatamente me julgo por estar trabalhando e não estar em casa com meus filhos. Mas não vivo no mesmo mundo que meus pais viviam. Vivo uma vida muito diferente. Então, trata-se de ser mais gentil comigo mesma.”
Momento delicado com a filha
A ansiedade da atriz aumentou depois que Mela passou por uma emergência de saúde que exigiu atendimento hospitalar. A situação deixou Peregrym profundamente abalada. “Foi um período realmente assustador”, recorda.
Depois daquele episódio, a artista passou a prestar ainda mais atenção às próprias emoções e ao impacto que a rotina estava causando em sua vida.
Mudanças emocionais e perimenopausa
Cerca de um ano atrás, Peregrym começou a perceber alterações significativas no humor e também passou a enfrentar problemas relacionados ao sono. “Eu pensava: ‘Não me reconheço mais’”, diz ela.
A atriz conta que passou a ter reações emocionais intensas até mesmo diante de situações cotidianas. “Eu lia um livro ou uma história e começava a soluçar, e pensava: ‘Isso é ficção e foi demais para mim’.”
Depois de realizar exames hormonais, ela descobriu que estava passando pela perimenopausa. Para Peregrym, lidar com essas mudanças enquanto cuida de duas crianças pequenas e mantém uma rotina profissional exigente tornou o período ainda mais complicado.
Terapia hormonal trouxe alívio
Há três meses, a atriz começou uma terapia de reposição hormonal e afirma ter percebido uma mudança significativa.
“É muito difícil quando dá vontade de gritar como meu filho de quatro anos.” Segundo Peregrym, o tratamento tem sido “incrível” e ajudou a diminuir as oscilações de humor.
“Simplesmente elimina as oscilações de humor porque equilibra os hormônios. Então, quando meu estrogênio decide cair, eu não fico emocionalmente abalada. Estou tentando me lembrar de que isso não vai durar para sempre. E todo mundo diz que é ótimo no final. Eu só não quero que isso dure anos!”
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Distância das redes sociais
Outra decisão que fez diferença na rotina da atriz foi reduzir drasticamente o contato com as redes sociais. “Parei de usar as redes sociais”, diz ela – pelo menos quando não está filmando FBI.
Peregrym explica que desinstala o Instagram do celular assim que encerra o expediente. A escolha aconteceu depois que ela percebeu que até conteúdos considerados positivos poderiam despertar uma sensação de cobrança.
“Assim que termino o trabalho, desinstalo o Instagram do meu celular porque percebi que, mesmo que eu veja coisas positivas – um treino de 5 minutos, receitas para as crianças -, ainda é mais uma coisa que eu não estou fazendo. E isso estava me tirando do foco.”
Para a atriz, o afastamento trouxe efeitos positivos. “Foi muito saudável e útil para mim. Deixou minha vida muito mais presente.”
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Momentos simples com os filhos
Longe das telas, Peregrym passou a valorizar ainda mais os pequenos momentos ao lado dos filhos. Brincar de Lego com Otis, ler histórias com Mela e participar da rotina antes de dormir estão entre as atividades que ganharam importância em sua vida.
É justamente durante esses momentos mais tranquilos que ela sente que consegue se conectar de maneira mais profunda com as crianças. “É quando as crianças se abrem”, diz ela.
“Você realmente sente o coração delas nesse momento. Eu sei que elas só estão tentando ficar acordadas, mas quando vocês estão deitadas no escuro juntas, é quando elas começam a desacelerar e a processar o próprio dia, e você consegue ter uma ideia do que está acontecendo. É a coisa mais preciosa para mim, e me sinto muito abençoada por poder estar em casa na maior parte do tempo à noite.”
Aprendendo a aceitar a imperfeição
Conhecida por se cobrar bastante, Peregrym afirma que está tentando abandonar a necessidade de controlar todos os aspectos da vida. Para ela, aceitar tanto os períodos bons quanto os momentos difíceis é parte importante do processo.
“Trata-se de estar presente e aceitar que haverá momentos de alegria e momentos de dor e dificuldade, e é isso que acontece. Se reconhecermos os dois lados da moeda e não tentarmos viver apenas um deles o tempo todo, essa tensão desaparece e isso torna mais fácil viver.”
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