Julho está quase no fim, mas a boa notícia é que você não vai ficar sem programa. Reunimos as melhores estreias e novidades do mês e já adiantamos: dá para começar pela sofisticação de um novo menu degustação em São Paulo, esticar a noite num bar que trocou a trilha sonora pela videoarte, correr para ver Harry Styles e Karol Conká antes que os ingressos acabem de vez, ou, em São Luís, pegar a aclamada peça de Gregório Duvivier logo no início da turnê. Abaixo, o que vale colocar na agenda para ver, ouvir e provar:
Harry Styles (São Paulo, SP)
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Já passeando por São Paulo antes da estreia, Harry Styles sobe ao palco do Estádio MorumBIS para quatro noites. A Together, Together Tour passa por só sete cidades no mundo, e São Paulo é a única parada na América Latina, o que ajuda a explicar o tamanho da procura. Ainda há duas datas para acontecer e com ingressos disponíveis: nesta terça (21.07) e na sexta (24.07). Essa é a primeira turnê dele desde o fim da Love on Tour, em 2023, e apresenta o quarto disco, Kiss All the Time. Disco, Occasionally, lançado em março. O trio Fcukers abre as noites.
O Céu da Língua (Teresina, PI)
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Gregório Duvivier abriu em São Luís a turnê nordestina de O Céu da Língua, monólogo em que ele trata a língua portuguesa como material de comédia. A proposta é mostrar que a poesia aparece na fala do dia a dia, nos sotaques e nas gírias, longe do formato de recital. O texto é dele com Luciana Paes, que também dirige, e a montagem tem música ao vivo e projeções. Em Teresina, o espetáculo acontece nos dias 20 e 21, a partir das 19h. Depois, segue por Fortaleza, Natal, Recife, João Pessoa, Campina Grande, Maceió, Aracaju, Salvador e Goiânia até o fim de agosto.
Fim de Partida (Recife, PE)
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Marco Nanini e Guilherme Weber abrem a temporada pernambucana de Fim de Partida, a adaptação de Beckett dirigida por Rodrigo Portella. Os dois vivem Hamm e Clov, presos numa relação de dependência dentro de um espaço sem saída, e a montagem deixa a peça aberta a uma leitura política. Helena Ignez e Ary França completam o elenco. A montagem no Recife acontece de 23 a 26 de julho.
Rita Lee: Balada da Louca (São Paulo, SP)
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Já em São Paulo, Lilia Cabral vira Rita Lee num monólogo que parte do segundo volume da autobiografia da cantora e se debruça sobre os últimos anos dela. Guilherme Samora assina o texto e Beatriz Barros dirige, mantendo a franqueza que a Rita levava pra tudo, ora ácida, ora terna. No Teatro Faap, até 9 de agosto, de sexta a domingo. Sextas e sábados às 20h, domingos às 17h.
Wicked (Rio de Janeiro, RJ)
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E, no Rio, um musical que os cariocas pediam fazia tempo. Depois de temporadas em São Paulo, Wicked estreia na cidade pela primeira vez, com Myra Ruiz como Elphaba e Fabi Bang como Glinda, contando a história das bruxas de Oz antes de Dorothy aparecer. A temporada é curta, então vale se organizar. Na Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, até 9 de agosto, com sessões de quarta a domingo.
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Três anos depois de Oppenheimer, Christopher Nolan pega um dos textos mais antigos da literatura ocidental e filma a volta de Odisseu (Matt Damon) para casa depois da Guerra de Troia, com Ciclope, sereias e a feiticeira Circe pelo caminho. Em torno dele, um elenco enorme: Anne Hathaway como Penélope, Tom Holland como Telêmaco, além de Zendaya, Charlize Theron, Lupita Nyong’o e Robert Pattinson, tudo rodado em tecnologia IMAX na Sicília e na Grécia. Estreia nacional.
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Aos 90 anos e com sete décadas de estrada, Alaíde Costa ganha o documentário que faltava. Uma das vozes fundadoras da bossa nova e a única mulher negra no núcleo do movimento, ao lado de João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, ela foi apagada pelas gravadoras e ficou de fora da histórica apresentação da bossa no Carnegie Hall, em 1962. A baiana Liliane Mutti, do premiado Miúcha, a Voz da Bossa Nova, faz um mix de documentário, ficção e animação para remontar essa trajetória, partindo de um episódio real: sem ter com quem deixar os filhos, Alaíde os levava para a boate onde cantava. Só em São Paulo, no Espaço Augusta, no Reserva Cultural e no IMS Paulista.
Xica da Silva (Relançamento em 4k)
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Cinquenta anos depois, o clássico de Carlos Diegues volta às salas. Ambientado na Diamantina do século 18, acompanha Xica da Silva (Zezé Motta), mulher escravizada que seduz o contratador de diamantes João Fernandes (Walmor Chagas) e passa a ditar o luxo e as festas da cidade, com a fama chegando até a corte portuguesa. O roteiro, de Antonio Callado com o próprio diretor, parte do romance de João Felício dos Santos, e o papel virou um marco na carreira de Zezé. Relançamento nacional, mas em circuito restrito.
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Para quem gosta de teatro e de uma boa história de bastidor, a semana traz a cinebiografia da atriz apontada como a primeira celebridade internacional da história. Paris, 1896: Sarah Bernhardt está no auge, é o rosto do Art Nouveau e uma mulher à frente do tempo, adepta do amor livre, que circulava entre nomes como Victor Hugo, Alexandre Dumas e Émile Zola. Guillaume Nicloux dirige e passa por um episódio que envolve o Brasil: foi numa montagem de Tosca no Rio, em 1905, que ela feriu o joelho, lesão que anos depois levaria à amputação da perna. Sandrine Kiberlain, vencedora do César, vive a personagem, com Laurent Lafitte como seu par, o ator Lucien Guitry. Disponível em salas de arte de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte com distribuição da Imovision.
Ruchita: Território de passagem (São Paulo, SP)
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Em São Paulo, o MIS recebe Território de passagem, primeira individual da curitibana Ruchita na cidade. A artista faz performances para a câmera e usa o próprio corpo como ponto de partida, o que aparece nos oito trabalhos em cartaz, todos feitos entre 2017 e 2025, entre videoarte e fotografia. Um deles, a série inédita Alternar-se, recorre a mel e sangue para tratar da convivência diária com o diabetes. Com curadoria de Brunno Almeida Maia, a mostra foi pensada para o museu e se apoia no acervo de videoarte da casa, um dos maiores da América Latina. Entrada gratuita, até 24 de agosto, com lançamento de livro e programação de ativações.
Maria Bethânia: Abelha Rainha (Salvador, BA)
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Maria Bethânia chega aos 80 anos e ganha uma coletiva em Salvador à altura da trajetória. Abelha Rainha reúne 25 artistas visuais e fotógrafos que leem a obra dela por vários ângulos: ancestralidade, feminilidade, literatura, memória, espiritualidade e a identidade afro-brasileira que vem do Recôncavo, de Santo Amaro, onde ela nasceu. As leituras aparecem em fotografia, pintura, desenho e cerâmica, e entre os convidados especiais estão Roberto Faria, fundador da Escola Baiana de Fotografia, além de Luiz Bhering e Preta. A curadoria é de Mário Edson, fotógrafo à frente do ME Ateliê, espaço que já dedicou mostras a Frida Kahlo, Clarice Lispector, Ariano Suassuna e José Saramago. Vernissage acontece em 22 de julho, às 19h30, no ME Ateliê da Fotografia, no Santo Antônio Além do Carmo. A visitação vai de 24 de julho a 24 de setembro, de sexta a domingo, das 16h às 19h, com entrada gratuita.
Nazareth Pacheco: Jogos de Contaminação (São Paulo, SP)
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De volta a São Paulo, o MuBE reúne quatro décadas de trabalho de Nazareth Pacheco. A artista parte do corpo feminino e de materiais que atraem e ameaçam ao mesmo tempo, de cristais e acrílico a bisturis e agulhas. A mostra junta obras históricas, recentes e duas instalações feitas para a área externa do museu, que conversam com a arquitetura brutalista do prédio. Curadoria de Amanda Tavares. Entrada gratuita, de 18 de julho a 31 de outubro.
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No Centro de São Paulo, o Lilia comemora nove anos estreando seu primeiro menu-degustação. O chef Yan Ramos organiza o percurso em torno de frutos do mar e pescados do litoral brasileiro, com harmonização opcional do sommelier Alain Ingles, que aposta em vinhos naturais e de produção pequena. De segunda a sábado, das 19h às 23h. O menu sai a R$ 410 e a harmonização a R$ 257.
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Também no Centro, o Cortina reabriu o térreo com um telão de 22 metros dedicado à videoarte. A casa apelidou o espaço de bar-de-ver, um trocadilho com os listening bars, aqueles bares em que o som em alta qualidade é o centro da noite. Aqui, quem manda é a imagem: você senta em cadeiras que giram 360 graus, come e bebe enquanto assiste às projeções. A curadoria é de Gabriel Rolim, o Rollinos, que já assinou visuais de shows de Tame Impala e Lauryn Hill, e leva ao telão um artista novo a cada quinzena. A cozinha é latino-americana e cruza sabores andinos com o tempero brasileiro, com cardápio do boliviano Checho Gonzales. As entradas puxam pelas arepas e pelo ceviche, e os pratos vêm em cumbucas. Os drinks autorais são da peruana Grecia Vascal. De quarta a domingo, das 18h à 1h.
Suibi (Rio de Janeiro, RJ)
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No Rio, o Suibi, do chef nova-iorquino Sei Shiroma, entra no clima de inverno com um shabu-shabu. É aquele preparo em que o próprio cliente mergulha os ingredientes no caldo quente na hora: galinha, peixe, shoyu e katsuobushi no fundo, mais dois cortes de wagyu, tofu, acelga e cogumelos. Serve duas pessoas, a R$ 320.
Casa Chandon (São Paulo, SP)
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A Casa Chandon está de volta a São Paulo levando gastronomia, arte, música e, claro, degustações à Casa Higienópolis de 27 de julho a 8 de agosto. A programação desta quinta edição foi desenvolvida em parceria com chefs, artistas, criativos e especialistas que formam a Comunidade Chandon. Entre os destaques do evento, há menus assinados pela chef Cafira Foz, workshops com Neli Pereira, Pri Matta, Carolina Lauriano e Nathalie Edenburg, além de uma loja com colaborações exclusivas desenvolvidas pelos estilistas Jay Boggo e Gefferson Vila Nova. O público poderá ainda montar seu próprio roteiro, escolhendo entre degustações, menus harmonizados, workshops, talks, apresentações musicais e festas. Os ingressos podem ser adquiridos no site da marca.
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