Emily Armstrong, de 40 anos, revelou que sentiu insegurança ao assumir os vocais do Linkin Park em 2024, especialmente diante da responsabilidade de interpretar alguns dos maiores sucessos da banda. Em entrevista exclusiva à revista PEOPLE, a cantora contou que precisou lidar com a pressão de dar voz a canções que ficaram eternizadas na interpretação de Chester Bennington, morto em 2017, aos 41 anos.
A experiência foi retratada no documentário Unshatter, que acompanha os bastidores da volta do grupo aos palcos e mostra o processo de adaptação da nova vocalista e do baterista Colin Brittain. Entre os desafios estavam músicas como In the End, Numb, Crawling e What I’ve Done, que carregavam uma forte ligação emocional com os fãs.
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Emily Armstrong temeu não estar à altura dos clássicos
No documentário, Emily admitiu que teve dúvidas sobre sua capacidade de interpretar o repertório que marcou a trajetória do Linkin Park. A cantora explicou que a dimensão do desafio ficou ainda mais evidente ao perceber que o público já conhecia profundamente aquelas canções.
“Você vê isso no documentário, onde eu fico pensando: ‘Será que eu levo jeito para isso?’”, contou Armstrong à PEOPLE. “Você fica se dando todos os motivos para pensar: ‘Você não é bom. Todo mundo conhece essas músicas.’”
Mike Shinoda, de 49 anos, também relembrou o momento em que a banda começou a preparar o repertório para a nova fase. Segundo o músico, a escolha das canções trouxe questionamentos sobre como adaptar os clássicos à nova formação.
“Assim que Emily disse que topava fazer alguns shows com a gente, começamos a analisar o catálogo”, afirmou Shinoda no filme. “Você vai cantar ‘Crawling’. Você vai cantar ‘Numb’. Você vai cantar ‘In the End’. Como vamos fazer isso? Foi complicado.”
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Cantora decidiu imprimir sua própria identidade às músicas
Diante da responsabilidade de interpretar canções tão conhecidas, Emily percebeu que não deveria tentar reproduzir a maneira como Chester Bennington cantava. Para ela, o caminho seria preservar a força emocional das composições, sem abrir mão de sua identidade artística.
“Foi a única coisa que me veio à cabeça”, disse ela à PEOPLE. “Não tente ser como ninguém. Você não é uma substituta. Ninguém jamais poderá substituir Chester. Faça o que você faz.”
A cantora também explicou que buscou manter a intensidade das faixas para que o público continuasse encontrando nelas a mesma conexão emocional. “A única coisa que eu poderia tentar com as músicas antigas é ter o mesmo impacto emocional o máximo possível, porque é isso que vocês vão querer agora”, continuou. “É isso que eu quero como ouvinte, como fã do Linkin Park. Eu quero sentir essa emoção. E eu pensei: ‘Ok. Acho que consigo fazer isso.’”
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Colin Brittain ajudou a adaptar o repertório à nova formação
A preparação para os shows também exigiu um trabalho intenso entre Emily e Colin Brittain, de 39 anos. O baterista contou que os dois se encontravam frequentemente durante meses para estudar as músicas antigas e encontrar uma maneira de preservar a essência do grupo sem comprometer o conforto vocal da cantora.
“Ela e eu nos reuníamos na minha casa provavelmente quatro dias por semana, durante meses, para aprender as músicas”, relatou Brittain no documentário. “Mudamos várias tonalidades diversas vezes para tentar encontrar uma que fosse confortável para ela cantar, mantendo ao mesmo tempo a energia e a estrutura originais.”
Mesmo com os ensaios e as adaptações, Emily sabia que integrar uma banda com a trajetória do Linkin Park significava assumir uma grande responsabilidade. No filme, ela voltou a falar sobre o receio de decepcionar os fãs.
“Você sabe que essa banda já é lendária, então você tem que estar à altura”, afirmou Armstrong. “Eu sei do que sou capaz. Como eu ligo isso agora? Eu fico tipo, ‘Meu Deus, espero não estragar essa música‘.”
‘Crawling’ foi um momento decisivo para o grupo
Joe Hahn, de 49 anos, diretor criativo do Linkin Park e responsável pela direção de Unshatter, relembrou a primeira vez em que os integrantes trabalharam em uma das canções antigas com Emily e Colin.
“Acho que a primeira música que abordamos foi ‘Crawling’”, disse Hahn à PEOPLE, mencionando a faixa lançada no álbum de estreia do grupo, Hybrid Theory, de 2000. “O importante para nós era que ela cantasse do seu jeito, sem imitar nada. Se a música for pessoal para ela, então vai ter impacto.”
O resultado ajudou a diminuir as incertezas sobre a nova formação e mostrou à banda que seria possível seguir em frente respeitando a história construída ao longo dos anos.
“Ouvimos isso, fizemos algumas pequenas modificações e pensamos: ‘Ok, isso realmente funciona’”, acrescentou Hahn. “Foi quase como um quebra-gelo que tornou o resto muito mais fácil.”
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Vocalista se diz grata pela oportunidade
Apesar das inseguranças iniciais, Emily afirmou que assumir os vocais do Linkin Park representou a realização de um sonho. A artista reconheceu a importância da oportunidade e destacou que sua trajetória até chegar ao grupo tornou a experiência ainda mais especial.
“Eu sei o quão sortuda eu sou”, declarou no documentário. “É tudo o que eu sempre sonhei. Sou muito grata por estar nessa posição. É incrível. Ter acontecido mais tarde na minha vida é algo que eu não mudaria por nada.”
Mike Shinoda também demonstrou gratidão pela possibilidade de reconstruir a trajetória da banda com novos integrantes. Para o músico, encontrar novamente uma conexão tão forte entre os membros foi algo extraordinário.
“Conseguir encontrar no universo outras cinco pessoas que tenham a conexão que o Linkin Park tem, e ainda por cima fazer isso não só uma vez, mas duas, é insano”, afirmou Shinoda no filme. “Não há palavras que eu consiga encontrar para explicar o quão grato estou por poder fazer isso de novo.”
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Onde assistir a Unshatter
O documentário Unshatter teve exibições limitadas nos cinemas, incluindo sessões nos formatos 4DX e SCREENX, com expansão prevista para cidades selecionadas. O projeto apresenta os bastidores da retomada das atividades do Linkin Park em 2024 e o processo de integração dos novos integrantes.
Além do filme, o grupo lançou o álbum Unshatter (Live in São Paulo), que reúne gravações ao vivo e conteúdos exclusivos que não aparecem no documentário.









