Viajar por Portugal é, de certa maneira, atravessar diferentes camadas do tempo. No Porto e em Lisboa, a história não está somente nos museus: ela aparece nas fachadas, nas ruas, na luz, na gastronomia e, também, nos lugares onde se escolhe hospedar-se.
Em Vila Nova de Gaia, às margens do rio Douro, o Tivoli Kopke ocupa as antigas caves da Kopke, marca fundada em 1638 e reconhecida como a mais antiga casa de vinho do Porto no mundo. Restaurada para receber o hotel, a propriedade se organiza entre terraços e tem no centro uma adega onde os vinhos são envelhecidos e vários tesouros são guardados, como uma garrafa datada de 1575.
Para além da história e do vinho, o hotel é recheado de obras de arte, com pinturas, fotografias e instalações diversas. Ao chegar, de cara vemos um mural do artista Vhils. No lobby, uma imensa obra de Joana Vasconcelos ocupa o centro da escadaria.Os149 quartos são adornados com fotos do renomado fotógrafo português Domingos Alvão. Passear pelos corredores é observar com cuidado as surpresas que cada canto guarda. As experiências gastronômicas regadas a vinho do Porto ficam por conta do chef espanhol Nacho Manzano, com opção de menu-degustação ou à la carte nos dois restaurantes com vista para o rio, o 1638 Restaurant & Wine Bar para jantar e o Boa Vista Terrace para almoço e jantar.
Em Lisboa, a experiência assume um caráter mais cosmopolita. Inaugurado em 1933, o Tivoli Avenida Liberdade atravessou quase um século acompanhando as transformações da capital lusitana. Por lá, a arte também ganha protagonismo: tapeçarias, pinturas, cerâmicas e azulejos históricos convivem com obras e instalações contemporâneas. O projeto Tivoli Art Collection transforma o lobby em uma galeria: artistas convidados produzem obras site specific para viverem uma temporada adornando o espaço de convivência do prédio. Ao passear pelo hotel, também é possível prestigiar uma coleção memorável da artista Mily Possoz, com mais de 80 obras.
A Cervejaria Liberdade, restaurante clássico da cidade de Lisboa, é um ponto alto do hotel, com foco em frutos do mar e ingredientes costeiros portugueses, todos frescos. Na parede, uma enorme tapeçaria, Os Signos do Zodíaco, de Jean Lurçat, e uma coleção de cerâmicas artesanais enfeitam a entrada. Na cobertura, o Seen Lisboa se integra ao Seen Sky Bar com uma vista impressionante da cidade. Pratos para dividir com inspirações mediterrâneas e asiáticas e drinques clássicos ou autorais para bebericar sem pressa embalam a noite, que também conta com DJ sets.
Os dois endereços mostram diferentes formas de se relacionar com a história portuguesa. No Porto, a memória passa pelo vinho e pelas antigas caves da Kopke e, na capital, pela arquitetura, pela arte e pelas décadas de história do Tivoli Avenida Liberdade. Em comum, os hotéis preservam elementos do passado, ao mesmo tempo em que incorporam novas experiências de hospedagem, gastronomia e cultura, imprimindo novos ares à tradicional hotelaria portuguesa. @tivolikopke e @tivoliavenidaliberdade









