Bertrand Plasmans sabe proporcionar uma experiência como poucos. Há três décadas no ramo hoteleiro, o francês, que deu os primeiros passos no Crillon, sempre trilhou o próprio caminho, independentemente de tendências momentâneas. Enquanto hotéis-butique pomposos enchiam os olhos do mundo com excessos, ele mostrou que era possível um luxo menos ostensivo, mais “pé no chão”, com trepadeiras caindo em cascatas das varandas e encobrindo a fachada.
Depois de anos de sucesso como Le Saint, de sua propriedade, Plasmans partiu para um projeto ambicioso no coração de Saint- -Germain-des-Prés, no número 36 da Rue Bonaparte, o mesmo endereço em que morou o filósofo Auguste Comte, no século 19. E foi assim que em setembro de 2021, o hotel Fougère abriu suas portas na Cidade Luz.
Foi um ano de obras ininterruptas para que tudo fosse integralmente transformado. Paredes foram reposicionadas para ampliar o número de quartos, enquanto áreas de serviços deram espaço para estufas verticais cheias de vistosas samambaias que também inspiraram os grafismos dos tapetes. Jardineiras no estilo Napoleão III, muito populares na França nos anos 1850, foram também integradas ao novo projeto, assinado pela decoradora Sandrine Gouin.
Aliás, Gouin capturou perfeitamente a essência de Plasmans: achados de antiquário, móveis sob medida de fabricação impecável e tecidos elegantes. O pátio tem jeito de aviário e ganhou na pintura flores e pássaros. É um hotel com cara de casa, mais precisamente, um lar cheio de histórias com uma equipe de primeira, pronta para personalizar a estadia do hóspede. São 20 quartos e quatro suítes, com a possibilidade de alguns deles se conectarem para criar apartamentos para famílias. Há ainda dormitórios que ficam sob o telhado, um charme à parte. A propósito, Plasmans também pilota o hotel Aubépine, de apenas seis quartos e três suítes. Um mergulho totalmente intimista raro de encontrar em Paris. @hotelfougere









