Sabemos que cuidar da microbiota intestinal é essencial para manter uma boa saúde geral — mais de 70% do sistema imunológico está localizado no intestino. No entanto, muitas vezes esquecemos que os próprios alimentos também possuem sua microbiota e que existem muito mais ingredientes com benefícios probióticos do que costumamos considerar na hora de montar o prato.
Laura Parada, nutricionista e autora do livro Qué nos mueve a comer así (O que nos leva a comer assim, em tradução livre), explica: “Para favorecer uma alimentação mais equilibrada, é fundamental seguir um padrão alimentar que promova uma maior diversidade bacteriana. Um exemplo claro é a dieta mediterrânea, rica em fibras e alimentos fermentados, que contribui para a produção de ácidos graxos benéficos e ajuda a manter baixos os níveis de inflamação intestinal.”
A especialista, que ressalta que o segredo está mais na variedade do que na quantidade, destaca oito alimentos importantes para promover uma microbiota intestinal saudável e diversa.
Probióticos e prebióticos: você sabe qual é a diferença?
Dito isso, duas das palavras que mais aparecem tanto na lista da especialista quanto em qualquer conversa sobre alimentação voltada para a saúde da microbiota são probióticos e prebióticos.
Os probióticos são alimentos que contêm microrganismos vivos — bactérias e leveduras — que, quando consumidos em quantidades adequadas, promovem benefícios para a saúde intestinal ao ajudar a “repopular” a microbiota. Como vimos, eles estão presentes em alimentos fermentados, como iogurte natural ou grego, kefir e leites fermentados, além de vegetais fermentados, como chucrute, kimchi e picles fermentados, e em alguns tipos de queijo.
Já os prebióticos funcionam como alimento para os microrganismos que já habitam o intestino. Eles não contêm bactérias vivas, mas favorecem seu crescimento e atividade. Estão presentes em leguminosas, frutas, verduras, cereais integrais e oleaginosas
“Deveríamos consumir alimentos probióticos e prebióticos diariamente como um hábito de manutenção contínua para compensar os efeitos do estresse, da privação de sono, dos pesticidas e dos alimentos ultraprocessados, entre muitos outros fatores que causam danos constantes — e quase inevitáveis — à microbiota intestinal”, conclui Parada.
Afinal, nosso bem-estar começa no prato.

