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O príncipe Harry teria tentado evitar o longo processo judicial contra o Daily Mail antes que o caso chegasse aos tribunais. Segundo informações divulgadas pelo The Telegraph, o duque de Sussex e os demais autores da ação buscaram um acordo com a Associated Newspapers Limited (ANL), empresa responsável pelo Daily Mail e pelo Mail on Sunday, mas a proposta teria sido rejeitada.
Na segunda-feira (06.07), o Tribunal Superior de Londres rejeitou todas as acusações apresentadas por Harry, de 41 anos, e outras seis personalidades que alegavam ter sido vítimas de obtenção ilegal de informações por parte da editora.
Após a decisão, o príncipe classificou o resultado como “uma completa e óbvia tentativa de encobrir os fatos”. Ainda neste mês, ele terá uma nova oportunidade para contestar alguns pontos da decisão durante outra audiência.
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A revista People informou que procurou a equipe de Harry para comentar as novas informações, mas não recebeu resposta. Segundo o The Telegraph, a defesa de Harry teria recorrido a intermediários, entre eles um ex-detetive da polícia e um ex-editor do jornal The Independent, para abrir um canal de negociação com a Associated Newspapers antes do início do julgamento.
Ainda de acordo com a publicação, a empresa responsável pelos tabloides não demonstrou interesse em negociar e preferiu levar o caso até o fim para defender sua reputação. Durante as audiências realizadas em Londres, Harry compareceu pessoalmente ao tribunal e chegou a afirmar que a intensa cobertura da imprensa sensacionalista transformou a vida de Meghan Markle em “um verdadeiro inferno”.
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O jornal britânico também afirma que, até os momentos finais antes do julgamento, foram apresentadas propostas envolvendo “quantias enormes de dinheiro”, mas a editora manteve a decisão de não aceitar qualquer acordo.
Uma segunda tentativa informal de mediação, conduzida por um ex-jornalista do News of the World, também não teria avançado. Com o encerramento do processo, os autores da ação poderão ser responsabilizados pelos custos judiciais. Segundo a Associated Newspapers, as despesas chegaram a aproximadamente R$ 365 milhões (US$ 67 milhões).
Além de Harry, participaram da ação o músico Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e Sadie Frost, ex-esposa de Jude Law. O grupo acusava os veículos de publicarem reportagens baseadas em informações obtidas ilegalmente entre a década de 1990 e 2011.
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O processo foi apresentado em outubro de 2022 e passou por um julgamento que durou 46 dias. Ao analisar o caso, o juiz Nicklin concluiu que os autores não conseguiram comprovar que as reportagens contestadas foram produzidas por meio de coleta ilegal de informações.
Após a decisão favorável, a ANL informou que pretende recuperar os gastos com a ação judicial. Segundo o The Telegraph, cada um dos sete autores contratou um seguro do tipo “After The Event”, com cobertura aproximada de R$ 17,2 milhões (US$ 3,15 milhões). Somadas, as apólices poderiam cobrir cerca de R$ 103 milhões (US$ 18,9 milhões) das despesas da editora.
O jornal acrescenta que a Associated Newspapers poderá recuperar até 75% dos custos considerados razoáveis. Os valores definitivos deverão ser discutidos em audiência marcada para os dias 29 e 30 de julho.
Ainda em dezembro de 2025, os juízes David Cook e Nicklin já haviam alertado que o processo poderia gerar despesas extremamente elevadas, ressaltando que os autores precisavam ter o “entendimento mais claro possível” sobre os custos legais que poderiam assumir.
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