Sean “Diddy” Combs recebeu uma nova atualização relacionada ao período que deverá permanecer preso. Segundo informações do sistema penitenciário federal dos Estados Unidos, a previsão de libertação do empresário e produtor musical foi novamente antecipada, marcando mais uma mudança no cronograma de cumprimento de sua pena.
De acordo com os registros mais recentes do Departamento Federal de Prisões, a nova data prevista para que Combs deixe a custódia federal é 23 de fevereiro de 2028. A alteração representa mais uma redução no tempo estimado de permanência do artista na prisão.
Nos últimos meses, a previsão de soltura do ex-executivo da indústria musical passou por sucessivas revisões. Inicialmente, o sistema penitenciário apontava uma data mais distante para sua liberação. Em atualizações posteriores, o prazo foi sendo reduzido gradualmente.
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Em determinado momento, a previsão indicava 4 de junho de 2028. Depois, passou para 25 de abril do mesmo ano. Posteriormente, foi ajustada para 15 de abril de 2028. Agora, uma nova atualização antecipa a possível saída para fevereiro.
Até o momento, as autoridades penitenciárias não divulgaram uma explicação oficial para a alteração mais recente. No entanto, documentos do caso mostram que Combs vem participando de programas voltados para tratamento e reabilitação dentro da unidade onde está detido.
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Atualmente, ele cumpre pena na FCI Fort Dix, localizada no estado de Nova Jersey. A transferência para a unidade havia sido solicitada anteriormente por seus advogados, que destacaram a existência de programas específicos para dependência química e a possibilidade de maior proximidade com familiares.
“A fim de lidar com os problemas de abuso de drogas e maximizar as visitas familiares e os esforços de reabilitação, solicitamos que o tribunal recomende enfaticamente ao Departamento Penitenciário Federal que o Sr. Combs seja transferido para a FCI Fort Dix”, escreveu a advogada Teny Geragos em um documento judicial de outubro de 2025.
Defesa continua tentando reverter condenação
A atualização sobre a possível libertação acontece enquanto a equipe jurídica de Combs mantém uma intensa batalha nos tribunais para tentar anular tanto a condenação quanto a pena aplicada ao artista. O empresário de 56 anos foi condenado no ano passado por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição, após um julgamento federal realizado em Nova York.
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Apesar da condenação, o júri absolveu Combs das acusações mais graves apresentadas durante o processo, incluindo tráfico sexual e conspiração para extorsão. Mesmo assim, a sentença resultou em uma pena de 50 meses de prisão, decisão que passou a ser contestada pelos advogados do produtor musical.
Em dezembro, a defesa formalizou recursos contra a condenação e contra a dosimetria da pena, sustentando que os encontros sexuais mencionados durante o julgamento ocorreram de forma consensual e que a punição determinada pelo tribunal teria sido excessiva.
Meses depois, em um novo recurso apresentado à Justiça, os representantes legais do artista elevaram o tom das críticas ao processo.
Em um recurso apresentado em março, os advogados de Combs descreveram sua sentença de prisão como uma “perversão da justiça” e argumentaram por sua “libertação imediata e uma sentença de absolvição ou, pelo menos, a anulação da sentença e o encaminhamento do caso para uma nova avaliação”.
Acusação pede manutenção da sentença
Enquanto a defesa tenta reverter o resultado do julgamento, os procuradores federais continuam defendendo a validade da condenação e da pena imposta. Nos documentos encaminhados ao tribunal de apelações, o Ministério Público argumenta que a sentença foi aplicada de forma adequada e baseada nas evidências apresentadas durante o processo.
Segundo os promotores, o juiz responsável pelo caso levou em consideração o conjunto das acusações, os depoimentos e os elementos analisados ao longo do julgamento antes de definir a punição.
“De acordo com Combs, o tribunal distrital deveria ter ignorado a forma como ele cometeu os crimes previstos na Lei Mann e abusou de suas vítimas – espancando-as violentamente, ameaçando-as, mentindo para elas e drogando-as”, escreveram os promotores no processo.
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Futuro jurídico ainda segue indefinido
Apesar da nova previsão de soltura divulgada pelo sistema prisional, a situação jurídica de Sean Combs continua longe de uma definição final.
O recurso apresentado por sua equipe permanece em análise no Tribunal de Apelações do Segundo Circuito dos Estados Unidos. Até que haja uma decisão definitiva, permanece a possibilidade de mudanças no cenário judicial do artista, seja por meio da manutenção da condenação, de uma eventual revisão da sentença ou até de uma nova análise do caso.
Enquanto aguarda os próximos desdobramentos, Combs segue cumprindo pena na unidade federal de Nova Jersey e acompanhando a tramitação dos recursos que podem impactar diretamente seu futuro.
Procurados para comentar a atualização da data de libertação, os advogados do produtor musical não haviam se manifestado até o momento da publicação das informações.
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