À primeira vista, o fluxo financeiro no setor da saúde pode parecer descomplicado: o paciente quita o valor do plano, que por sua vez repassa os fundos ao hospital, que então remunera os profissionais. No entanto, essa linearidade aparente esconde uma complexa teia de entraves que se manifestam na prática cotidiana.
Nos bastidores, essa engrenagem é marcada por desafios significativos, incluindo glosas, processos de auditoria rigorosos e intermináveis rodadas de negociação. Tais elementos contribuem para a morosidade e a ineficiência na circulação de recursos. O cerne da questão muitas vezes reside na estratégia de retenção de caixa por parte de alguns agentes do sistema, visando prolongar a posse dos valores.
Consequentemente, são os elos mais vulneráveis da cadeia – frequentemente os próprios prestadores de serviço e, indiretamente, os pacientes – que arcam com os custos e as demoras decorrentes dessa dinâmica financeira complexa, sentindo o impacto direto na celeridade dos pagamentos e na disponibilidade dos serviços.
Fonte: https://www.expernews.com










