O debate sobre Inteligência Artificial nas empresas avança para 2026 com um paradoxo semelhante ao observado em outros ciclos tecnológicos: adoção crescente, investimentos relevantes e, ainda assim, dificuldade de traduzir inovação em resultado financeiro concreto. Enquanto o discurso avança, o impacto real no EBITDA segue restrito a um grupo pequeno de organizações mais maduras. Após anos de experimentação, pilotos e provas de conceito, o consenso entre executivos é que a IA entrou para ficar, mas sua plena integração e monetização continuam sendo um desafio.
A Lacuna entre Potencial e Performance Real
Essa dicotomia entre o entusiasmo pela tecnologia e a dificuldade em materializar seus benefícios financeiros levanta questões cruciais sobre as estratégias de implementação. Muitas empresas investem significativamente em infraestrutura, ferramentas e talentos especializados, mas falham em alinhar esses projetos de IA com os objetivos de negócios de longo prazo. Isso frequentemente resulta em iniciativas isoladas, com pouco impacto sistêmico ou capacidade de gerar valor em escala para a organização como um todo.
Desafios na Escala e Monetização da IA
A principal barreira para a monetização da Inteligência Artificial reside na sua capacidade de escalar. Transformar um projeto-piloto bem-sucedido em uma solução plenamente integrada que gere valor em toda a cadeia de valor da organização exige não apenas o avanço tecnológico, mas também mudanças profundas na cultura empresarial, nos processos operacionais e nos modelos de negócio existentes. A ausência de métricas claras e padronizadas para o Retorno sobre o Investimento (ROI) da IA também dificulta a justificação e a continuidade de novos investimentos.
A Necessidade de Governança e Estratégia Unificadas
Para superar esses obstáculos e mover a IA da margem para o centro da estratégia empresarial, é imperativo que as empresas desenvolvam uma governança robusta e coesa para a tecnologia. Isso inclui a definição de estratégias claras que articulem como a IA contribuirá diretamente para a geração de receita, a redução de custos operacionais ou a melhoria significativa da experiência do cliente. A liderança deve traduzir a visão tecnológica em metas financeiras tangíveis e mensuráveis, garantindo que a Inteligência Artificial seja uma ferramenta estratégica central e não apenas uma iniciativa de inovação isolada.
Fonte: Expernews










