TV NEWS

Brasileiras que tiveram malas trocadas por bagagens com droga abraçam familiares após deixarem prisão: "Acabou o pesadelo"

Por Redação em 11/04/2023 às 20:33:50
Kátyna Baía e Jeanne Paollini estavam presas desde o dia 5 de março, em Frankfurt, na Alemanha. As mulheres, com a ajuda da família e dos órgãos brasileiros, conseguiram provar a inocência. Jeanne Paollini e Kátyna Baía reencontram família - Goiás

Reprodução/TV Globo

Um vídeo mostra o momento em que as brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía reencontram e abraçam familiares após deixarem o presídio na Alemanha. As duas passaram mais de um mês presas após terem malas trocadas por bagagem com drogas (veja acima).

Durante o abraço, que durou quase 1 minuto, elas choram de emoção e declaram o carinho e alívio de estarem juntas novamente.

“Acabou o pesadelo”, diz uma delas durante o reencontro.

Jeanne ainda se desculpa com a mãe. “Me perdoa, mãe”, diz ela durante a gravação.

A mãe responde imediatamente, consolando a filha: “Imagina, filha. Não precisa pedir perdão”.

Comemoração

Depois de matar um pouco da saudade, as goianas foram curtir a liberdade em um restaurante. As brasileiras, inclusive, postaram uma foto tomando cerveja em comemoração à saída da prisão nesta terça-feira (11). A foto em que as duas aparecem sorridentes e segurando os copos com a bebida foi publicada na rede social do consulado da embaixada do Brasil, em Frankfurt.

A irmã de Kátyna também comemorou a liberdade da irmã e da cunhada, Jeanne. Em uma publicação nas redes sociais, Lorena Baía disse não ter palavras para expressar o sentimento de reencontrar a irmã depois de mais de um mês lutando para provar a inocência das brasileiras.

“Meu coração só tem espaço pra gratidão. Deus é fiel, sua justiça não falha. Chegar à Alemanha [...] no dia em que foi reconhecida a inocência da Kátya e da jeannie e feita a soltura delas foi providência divina”, afirmou a publicação.

Lorena também agradeceu a advogada que ajudou a família a provar a inocência das mulheres, além da mãe de Jeanne, que completou o trio que voou até a Europa para ajudar as goianas.

“Aqui fomos acolhidas com muito afeto e segurança pela equipe do Consulado. Agradeço o embaixador por nos abrir as portas de sua casa. Aos que se uniram a nós pela fé, nessa rede de amor e solidariedade, recebam o nosso abraço carregado de gratidão”, afirmou.

Jeanne Paollini e Kátyna Baía bebendo cerveja após serem soltas na Alemanhã

Reprodução/Redes sociais

Brasileiras são libertadas

O Ministério Público do país europeu autorizou a liberação das brasileiras nesta manhã. De acordo com Chayane Kuss de Souza, advogada de defesa das brasileiras, elas foram inocentadas.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, também conhecido como Itamaraty, divulgou uma nota, nesta terça-feira, informando que recebeu com satisfação a informação da soltura das brasileiras.

A nota diz ainda que o Consulado-Geral do Brasil, em Frankfurt, fez visitas no presídio e intermediou contato com os familiares e advogados de Kátyna e Jeanne.

O Itamaraty também falou que "manteve coordenação estreita" com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que enviou provas pedidas pela Justiça alemã.

Jeanne Paollini e Kátyna Baía com a família após deixarem prisão na Alemanha por terem malas trocadas por outra com drogas - Goiás

Reprodução/Instagram

Etiquetas de malas trocadas

O sonho de viajar 20 dias pela Europa acabou em prisão por tráfico internacional de drogas em 5 de março desse ano, horas antes do desembarque em Berlim, na capital da Alemanha, o primeiro país que as goianas Jeanne Paolline e Kátyna Baía queriam conhecer. Elas também planejavam conhecer a Bélgica e a República Tcheca.

Lorena, irmã de Kátyna, conta que elas planejaram a viagem com muita antecedência. O objetivo dos dias pela Europa era celebrar um novo momento da vida profissional dela.

A prisão do casal em Frankfurt, a última conexão que faria antes de Berlim, motivou uma operação da Polícia Federal para descobrir o que aconteceu com as malas que foram despachadas em Goiânia e nunca chegaram ao país europeu.

Em Frankfurt, a polícia apreendeu no bagageiro do avião duas malas com 20kg de cocaína cada, etiquetadas com os nomes de Jeanne e Kátyna. A prisão aconteceu na fila de embarque da escala, sem que elas pudessem ter visto as malas.

A Polícia Federal em Goiás começou a investigar o caso após a prisão das goianas. As imagens das câmeras de seguranças do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, mostram o desembarque de duas malas, uma branca e uma preta. Jeanne conta que, na hora da prisão, não entendeu o que estava acontecendo.

“Eu caminhei algemada pelo aeroporto de Frankfurt, escoltada por vários policiais, sem saber o que estava acontecendo. Só depois de muito tempo que chegou uma intérprete que informou que nós estávamos sendo presas por tráfico de drogas. E assim que o policial apresentou as supostas malas, nós falamos de imediato que aquelas malas não eram nossas”, disse Jeanne.

Essas malas foram despachadas no aeroporto goiano, mas no meio do caminho, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o maior do Brasil, as etiquetas foram trocadas por funcionários terceirizados que cuidavam das bagagens.

Segundo a Polícia Federal, nas escalas internacionais, o passageiro despacha a mala no aeroporto de origem e só pega de volta no destino final, ou seja, Jeanne e Kátyna nem viram a troca das bagagens e das etiquetas.

Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Comunicar erro
SPJ JORNAL 2