• Membros de Facção Condenados a 111 Anos por Assassinato de PM em MT

      Quatro integrantes de uma facção criminosa foram condenados nesta terça-feira (27) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta, em Mato Grosso, pela morte do policial militar Djalma Aparecido da Silva. O crime, ocorrido em janeiro de 2024, resultou em penas somadas que totalizam 111 anos e 3 meses de prisão.

      Detalhes das Condenações e Penas Individuais

      A acusação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso. Todos os réus foram sentenciados a cumprir pena em regime inicial fechado, com as seguintes individualizações:

      – Paulo Ricardo da Silva Ferreira: 33 anos, 7 meses e 20 dias de prisão. – Yan Michael Anchieta da Costa: 32 anos, 10 meses e 25 dias de prisão. – Luan da Silva Santos: 24 anos, 6 meses e 15 dias de prisão. – João Victor Procópio dos Santos: 21 anos de prisão.

      Agravantes Reconhecidos pelo Júri

      Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido por motivo torpe, com risco a terceiros, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito. Além disso, foi considerado o fato de o crime ter sido praticado contra um agente de segurança pública em razão de sua função. O Júri também reconheceu o crime de organização criminosa armada, aplicando aumento de pena pelo uso de armas de fogo pela facção.

      Cronologia do Crime e Motivação

      O sargento da PM, Djalma Aparecido da Silva, foi assassinado a tiros em 22 de janeiro de 2024, por volta das 17h38, enquanto fazia caminhada em frente ao Centro de Eventos Alexandrina, em Pedra Preta. Ele foi surpreendido e atingido por múltiplos disparos, morrendo no local. O veículo utilizado na ação foi posteriormente abandonado e incendiado no Bairro Morumbi.

      A motivação do crime, conforme denúncia do Ministério Público, foi retaliação. Em junho de 2023, o policial Djalma envolveu-se em uma ocorrência que resultou na morte de um membro da facção criminosa, conhecido como “Baby Sauro”. Desde novembro de 2023, os condenados monitoravam a rotina do PM, planejando o assassinato.

      A investigação da Polícia Civil identificou os suspeitos que monitoravam a vítima em Pedra Preta e em Alto Taquari, onde o policial também prestava serviço, bem como os responsáveis pela execução e apoio operacional do crime.

      Confronto Fatal Durante a Operação

      Um dos alvos da operação policial, Graciel da Silva Muniz, de 29 anos, morreu após entrar em confronto com as equipes policiais. Segundo a Polícia Civil, o suspeito estava armado e reagiu à abordagem durante o cumprimento das ordens judiciais.

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