O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prestará depoimento à Polícia Federal na tarde desta terça-feira. A oitiva faz parte de um inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o agendamento após a PF reportar dificuldades em conciliar horários com a defesa do parlamentar.
Origem da Investigação
A investigação teve início em abril, solicitada pelo Ministério da Justiça. O pedido surgiu após uma publicação de Flávio Bolsonaro na plataforma X. Na ocasião, o senador escreveu: 'Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas', logo após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
A Polícia Federal, ao concluir sua análise inicial, afirmou que o parlamentar buscou associar Lula aos crimes mencionados no texto. O documento da PF detalha que 'fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem'.
Decisão do STF e Agendamento
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que Flávio Bolsonaro fosse ouvido antes da avaliação de uma eventual denúncia, posicionamento acatado por Moraes. Inicialmente, o ministro concedeu um prazo de dez dias para a Polícia Federal realizar o depoimento.
Ao término do prazo, a corporação informou ao STF que, apesar das tentativas, incluindo a oferta de videoconferência, a defesa do senador solicitou um período maior para o agendamento. A defesa justificou a demora por 'incompatibilidade de agendas', atribuindo-a ao curto intervalo fixado e às atividades de pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Moraes, por sua vez, observou que os advogados não apresentaram comprovação da impossibilidade de agendamento no período disponível. Diante disso, o ministro determinou a designação judicial do ato em 17 de maio, visando assegurar o prosseguimento das investigações.
Fonte: https://veja.abril.com.br









