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Mercado Brasileiro em Alta: Bolsa Atinge Nível Recorde e Dólar Recua Diante de Cenário Global e Petróleo

© REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Apesar das turbulências externas, o mercado financeiro brasileiro reagiu positivamente. A bolsa de valores registrou alta de 1,3%, alcançando seu maior nível em quase quatro meses, enquanto o dólar comercial fechou em queda, cotado a R$ 5,15. A valorização internacional do petróleo, impulsionada por conflitos entre Estados Unidos e Irã, favoreceu ativos nacionais, com destaque para a Petrobras.

Destaques do Dia no Mercado

O dia no mercado financeiro foi marcado por valorizações significativas. O dólar comercial encerrou o pregão em R$ 5,153, com queda de 0,54%. O Ibovespa avançou 1,3%, atingindo 179.722,48 pontos. No cenário internacional, os preços do petróleo registraram forte alta: o Brent para novembro fechou a US$ 94,65 (+4,6%), e o WTI a US$ 90,22 (+5,2%).

Comportamento do Câmbio

O dólar comercial registrou queda de 0,54%, sendo negociado a R$ 5,153, acumulando uma baixa de 6,12% no ano. Inicialmente, a moeda chegou a subir após a divulgação de um Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre que indicou desaceleração econômica, levantando expectativas de uma possível redução da Taxa Selic. Contudo, ao longo do dia, o dólar perdeu força, alinhando-se a outras moedas emergentes e à valorização do petróleo. No cenário externo, o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas, apresentava alta.

Ibovespa e o Impulso da Petrobras

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,3%, atingindo 179.722,48 pontos, o maior nível desde 12 de maio. As ações da Petrobras, influenciadas pela valorização do petróleo no mercado internacional, foram as principais impulsionadoras do avanço, com papéis preferenciais e ordinários subindo mais de 4%. O setor também se beneficiou do anúncio de reajuste de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV) pela companhia, além do recorde na produção brasileira de petróleo em julho, que atingiu 4,5 milhões de barris por dia.

Impacto do PIB e Expectativas para a Selic

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, em comparação com os três meses anteriores, mostrando uma desaceleração após a expansão de 1,1% no primeiro trimestre. Este resultado, que indicou menor dinamismo na indústria e consumo das famílias, reforçou as expectativas do mercado por novos cortes na Taxa Selic. Apesar da alta da bolsa, o mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro na última sessão de agosto, contrastando com o pessimismo nos Estados Unidos, onde o S&P 500 registrou queda.

Petróleo Dispara em Meio a Tensões Geopolíticas

Os preços do petróleo registraram uma forte disparada após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. Este cenário intensificou as preocupações com a oferta global da commodity, especialmente considerando as tensões no Estreito de Ormuz. O petróleo WTI fechou em alta de 5,2%, ou US$ 4,46, a US$ 90,22 por barril, enquanto o Brent para novembro avançou 4,6%, ou US$ 4,16, encerrando a US$ 94,65.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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