BRB entrega plano de recuperação do capital sem números ao BC

    O Banco de Brasília (BRB) informou ter entregado ao Banco Central (BC), na tarde desta sexta-feira (6), um plano de recuperação do seu capital. O BRB destacou que “eventuais valores” só serão definidos após a conclusão das investigações.

    A iniciativa é um desdobramento do envolvimento do banco na fraude financeira que levou à liquidação do Master, que ocorreu após um aporte bilionário em títulos “podres” (sem lastro real) na instituição financeira liquidada pelas autoridades regulatórias.

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    O documento foi entregue pelo presidente do banco, Nelson de Souza, em reunião que contou também com a participação do Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, que reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) — acionista controlador — com as medidas necessárias para garantir a operacionalidade da instituição.

    Entregue pelo BRB ao órgão regulador, o plano apresenta um conjunto de ações preventivas para a recomposição de capital, que deverão ser adotadas em até 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte por parte do GDF.

    Inquérito da PF

    A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar os negócios entre o BRB e o Banco Master descobertos durante a apuração da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado e que levou o banqueiro Daniel Vorcardo, dono do banco privado liquidado, à prisão. A autoridade pretende apurar a suspeita de gestão fraudulenta na venda de carteiras de crédito sem lastro por R$ 12,2 bilhões.

    Em uma nota divulgada mais cedo, o BRB informou que “encontrou achados relevantes” na primeira fase do relatório preliminar elaborado por uma auditoria independente contratada pela própria instituição. O banco destacou que decidiu compartilhar essas informações com as autoridades para colaborar com as investigações.

    O BRB disse em janeiro que um “eventual aporte” em dinheiro GDF não teria impacto no orçamento de políticas públicas. O BRB teve prejuízos com o escândalo do Banco Master, da qual se tornou credor, e pode precisar de recursos públicos para cobrir este rombo.

    O BRB afirmou estudar “mecanismos” para vender ativos recuperados do Banco Master, o que, de acordo com a instituição, contribuiria para o “fortalecimento” do patrimônio do banco.

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