• Corte italiana conclui audiências sobre extradição de Zambelli

      A Corte de Apelação de Roma encerrou, nesta quinta-feira (12), a fase de audiências no caso que discute a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Agora, os juízes têm cinco dias para decidir se acatam o pedido da Justiça brasileira ou se mantêm Zambelli no país europeu.

      Na sessão de hoje, foram ouvidos os argumentos da defesa, da acusação italiana, representada por Erminio Amelio, e do advogado Gentiloni Silveri, contratado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para representar o Brasil no caso. A defesa já trabalha em um possível recurso ao Tribunal de Cassação.

      Os juízes se negaram a ouvir o testemunho do perito Eduardo Tagliaferro. A ideia da defesa era de que o depoimento dele reforçasse a argumentação de que Zambelli sofre perseguição política por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os magistrados, porém, não descartam ouvir o ex-assessor posteriormente, caso necessário.

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      O último dia da fase de depoimentos foi marcado por uma tensão entre Pieremilio Sammarco, advogado que cuida das questões de extradição, e o procurador Erminio Amelio.

      “Ele disse textualmente que a cidadania italiana de Zambelli é ‘apenas uma fachada’ e que, formalmente, ela é italiana, mas substancialmente não. É uma absurdidade jurídica que contestei duramente em audiência logo em seguida, quando ontem tomei a palavra”, revelou Sammarco.

      Zambelli possui ascendência italiana e, por isso, obteve a cidadania jus sanguinis (por direito de sangue). O tema, porém, é alvo de controvérsias no país, que tem discutido a restrição ao direito de dupla cidadania.

      O hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como “hacker de Araraquara”, está no centro da ação que condenou Zambelli a 10 anos de prisão. A acusação é de que a ex-deputada pagou ao criminoso para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A invasão resultou em um mandado de prisão de Moraes contra si próprio.

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