Defesa de Bolsonaro minimiza laudo da PF

    A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (6) que o laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal “não conclui, de forma expressa”, pela manutenção do ex-presidente na Papudinha. Os advogados aguardam o parecer do cirurgião Cláudio Birolini, que foi autorizado a participar da perícia como assistente técnico.

    A PF considerou que a saúde de Bolsonaro demanda cuidados, mas que ele pode continuar cumprindo a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 5 dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem nos autos sobre o relatório.

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    Em nota, os advogados afirmaram que o laudo “se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata”, mas aponta que a falta de assistência médica constante pode levar a uma “descompensação clínica súbita”, com risco de morte.

    “O próprio documento reconhece que a eventual ausência dessas medidas pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas”, diz o comunicado.

    Nesta quarta (4), a defesa informou a Moraes que o quadro de saúde do ex-presidente havia piorado nos últimos dias e cobraram a apresentação do laudo da PF “com a máxima urgência”.

    Os advogados destacam que a juntada do laudo pericial aos autos era necessária para “viabilizar a apresentação de parecer pelo assistente técnico da defesa e, por consequência, a análise da necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”.

    Os peritos sustentam que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que “aumentam o risco potencial de novos episódios de queda”, necessitando de uma “investigação diagnóstica”. O laudo da PF cita as comorbidades do ex-presidente:

    • Hipertensão arterial sistêmica;
    • Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
    • Obesidade clínica;
    • Aterosclerose sistêmica;
    • Doença do refluxo gastroesofágico;
    • Queratose actínica;
    • Aderências (bridas) intra-abdominais.

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