O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou nesta quinta-feira (5) um requerimento de informações ao Ministério da Justiça pedindo esclarecimentos sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado no chamado Caso Master, ocorrida enquanto ele estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.
No requerimento, o parlamentar solicita que o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, apresente um relatório detalhado sobre as circunstâncias da morte do investigado, que teria atentado contra a própria vida após ser preso em Belo Horizonte.
Segundo o requerimento, o Congresso quer acesso a informações completas sobre o episódio, incluindo a cronologia dos fatos desde a prisão até a constatação da morte, as condições de custódia do investigado e os protocolos de vigilância adotados pela unidade responsável.
Entre os pontos solicitados pelo deputado estão também cópias das imagens de monitoramento do local de detenção, a identificação dos agentes responsáveis pela custódia no momento dos fatos e detalhes sobre eventuais protocolos de prevenção adotados pela Polícia Federal.
O requerimento ainda cobra esclarecimentos sobre quais providências administrativas e investigativas foram tomadas após o ocorrido, se houve abertura de procedimento interno e se o caso foi comunicado ao Ministério Público e à autoridade judicial competente.
Oposição cobra transparência e esclarecimentos sobre a morte
Ao anunciar a iniciativa, Cabo Gilberto afirmou que a morte de uma pessoa sob custódia do Estado é um episódio de extrema gravidade e precisa ser esclarecido.
Segundo ele, o Congresso não aceitará falta de transparência sobre o caso.
“Uma morte sob custódia do Estado não é um fato trivial. É um acontecimento gravíssimo que exige transparência total, responsabilidade e respostas rápidas à sociedade brasileira”, afirmou.
O parlamentar também disse que a oposição vai acompanhar o caso de perto e cobrar explicações das autoridades.
“Quando alguém morre sob responsabilidade direta do Estado, cada minuto, cada procedimento e cada decisão precisam ser esclarecidos. A sociedade brasileira tem o direito de saber exatamente o que aconteceu”, declarou.
O investigado estava preso no âmbito das apurações relacionadas ao chamado Caso Master, investigação que envolve suspeitas de irregularidades financeiras. A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes oficiais sobre as circunstâncias da morte.








