
A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta nesta sexta-feira (6) no Amapá, mirando o presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos, indicado de Davi Alcolumbre. A investigação apura investimentos suspeitos de R$ 400 milhões no Banco Master, feitos apesar de alertas de risco.
O que exatamente está sendo investigado?
A PF apura três aplicações financeiras que totalizam quase R$ 400 milhões do fundo de pensão dos servidores do Amapá em títulos do Banco Master. A suspeita é de gestão fraudulenta e temerária, pois os investimentos foram aprovados em menos de 20 dias, mesmo com o banco já sendo questionado por órgãos de controle. O valor representa quase 5% de todo o patrimônio do fundo.
Qual a ligação do caso com o senador Davi Alcolumbre?
Jocildo Lemos, o principal alvo da operação, foi indicado por Alcolumbre para presidir a Amapá Previdência, além de ter sido tesoureiro em duas campanhas do senador. O irmão de Alcolumbre, Alberto, também integra o conselho fiscal do fundo. Apesar da proximidade, o senador não é investigado e sua assessoria afirma que ele não teve envolvimento nas decisões de investimento.
Por que a aprovação do investimento é considerada suspeita?
Além da rapidez, a decisão contrariou alertas do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Internamente, dois membros do comitê de investimentos votaram contra a aplicação e registraram ressalvas formais, apontando riscos de concentração excessiva de recursos em um só lugar. Os pareceres técnicos foram ignorados, e uma única transação superou em mais de dez vezes o valor de investimento padrão do fundo.
Como isso afeta o debate sobre a CPI do Banco Master?
O caso aumenta a pressão sobre Davi Alcolumbre, que, como presidente do Congresso, é o responsável por autorizar a abertura de uma CPI para investigar o Banco Master em nível nacional. A oposição, que já tem assinaturas suficientes para a comissão, acusa o senador de adiar a decisão e promover uma “operação abafa” justamente por suas ligações com investigados no escândalo.
Quais foram as reações e os próximos passos?
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Amprev e na casa de Jocildo Lemos, que teve seu celular apreendido. No cenário político, um deputado estadual do Amapá já solicitou o afastamento de Lemos e a abertura de uma CPI local. A Amprev afirma ser vítima do Banco Master e que busca o ressarcimento dos valores.
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