O ministro dos Transportes, Renan Filho, argumentou que o PT deve se aproximar do MDB para ocupar posições de centro e, com isso, isolar “o bolsonarismo” no que ele e a esquerda consideram ser “a extrema direita”. Em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (8), o político, ao defender mais espaço ao MDB na chapa do presidente Lula (PT) em 2026, confirmou que a oportunidade de um candidato a vice-presidente do partido poderia ajudar na aliança. Atualmente, o vice é Geraldo Alckmin, do PSB.
“O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio ocorrem nessa direção”, afirmou.
Apesar da avaliação de Renan Filho, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já declarou que deve disputar a reeleição e apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Na esquerda, o PSB já declarou que tem a intenção de repetir a chapa de 2022, com Alckmin na vice-presidência.
VEJA TAMBÉM:
-

Simone Tebet nega candidatura ao governo de SP, mas confirma que sairá para algum cargo eletivo
Pré-candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho ainda comentou sobre a situação da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Filiada ao MDB, ela está em negociação com o PSB, com vistas a uma candidatura pelo partido. Para o ministro, “o MDB deveria dar a chapa a ela”. Tebet, por outro lado, já negou que disputará o Palácio dos Bandeirantes, sinalizando que deve disputar outro cargo.
Sobre a campanha de Lula, o ministro afirmou que o petista deve utilizar as flexibilizações aos motoristas, como a retirada da baliza no exame para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), como um trunfo: “É uma política pública popular que vai na direção do que as pessoas precisam. Chega na ponta, o que obviamente tem força.”











