Durante visita ao Hospital do Amor Interestadual de Lagarto, em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou pela primeira vez sua própria submissão à radioterapia para tratar uma lesão no couro cabeludo, destacando a igualdade no acesso a tratamentos de ponta.
“Hoje, a pessoa mais pobre desse país, se tiver que fazer radioterapia, ela vai fazer na mesma máquina que faz o presidente dos Estados Unidos, da China ou do Brasil. Eu estou fazendo radioterapia na minha cabeça. Qualquer pessoa que for fazer vai fazer em uma máquina igual à que eu faço, porque eu não sou melhor do que vocês", afirmou o presidente.
Hospital do Amor: Referência Oncológica Interestadual
Acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula ressaltou o atendimento moderno do Hospital do Amor de Lagarto, que se tornou referência no combate ao câncer. A unidade atende 153 municípios de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. O governo federal destinou R$ 137,5 milhões para sua implantação e funcionamento, assegurando atendimento 100% via Sistema Único de Saúde (SUS) para 2,9 milhões de pessoas. Integrado ao programa Agora Tem Especialistas, o hospital foi estruturado para ser um polo de diagnóstico e tratamento de câncer no Nordeste, alcançando regiões antes desassistidas.
Detalhes do Tratamento Radioterápico do Presidente
Lula retirou a lesão em 24 de abril e está recebendo um procedimento preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. As sessões, com duração aproximada de dois minutos cada, ocorrem ao longo de três semanas. De acordo com a equipe médica do Sírio-Libanês, o presidente mantém suas atividades diárias sem restrições, sob acompanhamento dos médicos Roberto Kalil Filho (cardiologista) e Ana Helena Germoglio.
Defesa da Soberania Brasileira e Combate ao Crime Organizado
Em outro ponto de sua agenda, o presidente Lula reiterou a defesa da soberania brasileira, criticando as manifestações de autoridades dos Estados Unidos sobre a classificação de facções criminosas nacionais como terroristas. Expressando tristeza com a classificação feita pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o presidente afirmou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”. Lula enfatizou que grupos como o Comando Vermelho e o PCC são terroristas para as comunidades brasileiras e estão sendo combatidos internamente com a Lei Antifacção e outras legislações de combate ao crime organizado.









