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Estudo Abrangente Contesta Eficácia de Cálcio e Vitamina D na Prevenção de Problemas Ósseos

Idosos têm maior propensão a fraturas graves após quedas, devido a fragilidade óssea (Design...

Por muitos anos, a prescrição de suplementos de cálcio e vitamina D foi uma prática comum e quase automática para idosos, com a crença de que esses nutrientes fortalecem os ossos e previnem problemas como osteoporose, fraturas e quedas. No entanto, essa abordagem generalizada tem sido crescentemente questionada pela ciência, com novas evidências que desafiam o que antes era considerado um protocolo padrão.

Novas Evidências Científicas Desmistificam o Mito

Uma revisão detalhada das evidências mais recentes, publicada no renomado The British Medical Journal (BMJ), lança luz sobre a questão. Analisando 69 ensaios clínicos randomizados que envolveram quase 154 mil adultos, pesquisadores canadenses concluíram que suplementos de cálcio, vitamina D, ou a combinação de ambos, oferecem pouco ou nenhum benefício na prevenção de fraturas e quedas para a grande maioria dos idosos que não apresentam alto risco ou deficiência nutricional. O corpo, afinal, já obtém esses nutrientes através da alimentação e da exposição solar, tornando a suplementação desnecessária e, por vezes, inútil para quem não tem deficiência. A exceção é clara: quem possui déficit nutricional ou alguma doença específica se beneficia da suplementação.

Suplementos: Uso Estratégico e Não Indiscriminado

Apesar dos resultados, o estudo ressalta que a importância desses nutrientes para a fisiologia óssea permanece inquestionável. O ortopedista João Polydoro enfatiza que a questão central é evitar a prescrição indiscriminada. Enquanto o osso é composto majoritariamente por hidroxiapatita – uma combinação de cálcio, fósforo e magnésio – e a vitamina D é crucial para a mineralização, a maioria das pessoas pode adquirir esses elementos através de uma dieta equilibrada, rica em vegetais, peixes, carnes, laticínios e ovos, e com exposição solar adequada. A necessidade de suplementos, portanto, restringe-se a indivíduos com deficiências nutricionais diagnosticadas, distúrbios ósseos específicos, osteopenia, osteoporose ou histórico de fraturas por fragilidade óssea, onde atuam como coadjuvantes de medicações específicas como alendronato e risedronato sódico, não como solução única.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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