• Janeiro Branco: Vamos falar sobre Saúde Emocional?

      Janeiro Branco: Vamos falar sobre Saúde Emocional?

      Especialista explica quando o cansaço deixa de ser normal e passa a ser exaustão emocional

      Por Cristina Lins

      Você já sentiu um cansaço extremo a ponto de ficar sem energia e desmotivado para realizar qualquer tipo de atividade do dia a dia? Atenção: este pode ser um sinal de exaustão emocional. De acordo com a psicóloga e responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologia da Universidade Guarulhos (UNG), Camila Tufano, a exaustão emocional é causada por um estresse prolongado que leva a um estado contínuo de desgaste psicológico, no qual a pessoa sente-se emocionalmente esgotada e com dificuldade para lidar com as demandas existentes.

      “É comum acreditar que a exaustão emocional seja apenas um cansaço do dia a dia, mas, na verdade, trata-se de um esgotamento profundo, persiste, que afeta a saúde física e mental. E quando a pessoa chega a este estado, não consegue se recuperar com um simples descanso ou uma noite de sono. É hora de procurar ajuda profissional”, explica a especialista.

      Camila informa que qualquer pessoa submetida a situações de estresse prolongado pode desenvolver este quadro e ressalta que o aumento dos casos está diretamente relacionado ao estilo de vida atual. “Vivemos em uma sociedade marcada por cobranças excessivas, principalmente no ambiente profissional. Muitas pessoas acabam deixando o autocuidado de lado para dar conta das responsabilidades diárias, gerando sobrecarga emocional e adoecimento”, esclarece.

      Enquanto o cansaço normal do dia a dia costuma ser resolvido com descanso e momentos de lazer, a exaustão emocional persiste mesmo após essas pausas. Além da desmotivação e falta de energia, alguns dos sintomas mais frequentes são dores de cabeça, irritabilidade, falta de atenção, dificuldade de concentração, dificuldade para dormir e a própria tristeza em excesso.

      Quando não tratada, a condição pode evoluir para problemas mais graves, como crises de ansiedade, depressão profunda e até doenças cardíacas. “Por isso, reconhecer os sinais precocemente é fundamental para evitar prejuízos emocionais e comportamentais mais severos”, alerta a psicóloga.

      Como forma de prevenção, Camila Tufano orienta que as pessoas aprendam a se conhecer, avaliar e respeitar seus próprios limites. Entre os hábitos recomendados estão a prática regular de atividades físicas, momentos de lazer, dedicação a hobbies, convivência com pessoas que promovam relações saudáveis e, principalmente, o acompanhamento psicológico.

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