• Mpox no Brasil: Mais de 130 Casos Registrados e Perfil de Risco Atualizado

      O Brasil registrou 136 casos de Mpox em 2026, conforme dados do Ministério da Saúde atualizados até a última quinta-feira (5) no Painel Mpox. As informações indicam que a doença agora tem ocorrências em cinco novos estados, ampliando sua distribuição geográfica no país.

      Distribuição Geográfica dos Casos de Mpox no Brasil

      Os 136 casos de Mpox identificados até o momento estão distribuídos em 13 unidades da federação. São Paulo concentra 86 casos, seguido por Rio de Janeiro com 19 e Rondônia com 10. Minas Gerais apresenta 7 casos, enquanto Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul têm 3 casos cada. Paraná registra 2 casos, e Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pará, Santa Catarina e Sergipe contabilizam 1 caso cada.

      Análise dos Grupos de Maior Risco

      Embora qualquer indivíduo possa contrair Mpox, certos grupos estão mais expostos à doença devido às características demográficas observadas na população mais atingida. Desde 2022, quando os primeiros casos foram confirmados no Brasil, 92% dos registros são em homens, com idade média de 33 anos. Mais da metade dos casos (58%) afeta pessoas que se relacionam sexualmente apenas com homens, e indivíduos brancos correspondem a 42% dos infectados.

      É importante considerar que esses dados refletem os casos oficialmente identificados, podendo haver subnotificação em outros grupos. Desde a chegada da Mpox ao país, homens que fazem sexo com homens foram apontados como população de maior risco com base em características epidemiológicas observadas internacionalmente, o que direcionou um rastreamento mais intensivo do vírus nesse segmento.

      Evolução Clínica e Potenciais Complicações

      A doença é geralmente autolimitada, apresentando uma evolução benigna e com agravamentos raros. Complicações mais severas, e potencialmente fatais, da Mpox ocorrem predominantemente em indivíduos com comprometimento imunológico. Isso pode ser decorrente de problemas de saúde preexistentes, como HIV não controlado, ou de tratamentos médicos, como a quimioterapia.

      Fonte:  Saúde Abril

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