• Prefeitura de Caaporã, na PB, pede afastamento de médico preso suspeito de violência sexual contra pacientes

      Prefeitura de Caaporã, na PB, pede afastamento de médico preso suspeito de violência sexual contra pacientes

      Médico é preso suspeito de abuso sexual contra pacientes em Caaporã (PB)
      A Prefeitura de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, informou nesta quinta-feira (5) que solicitou o afastamento cautelar do médico preso em flagrante na quarta (4), suspeito de cometer abusos sexuais contra pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.
      Em nota, a gestão afirmou que a medida tem caráter preventivo e que pediu à empresa responsável pela contratação do profissional que providencie a substituição dele.
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      O médico foi preso na quarta-feira (4), em flagrante. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma paciente de 20 anos denunciar que teria sido vítima de conduta sexual inadequada durante uma consulta realizada na manhã do mesmo dia. Entenda mais abaixo.
      A Secretaria Municipal de Saúde também informou que está oferecendo acolhimento às pacientes que relataram os fatos, por meio da rede municipal de saúde e dos serviços de proteção disponíveis. A prefeitura afirmou ainda que repudia todas as formas de violência e que vai colaborar com as investigações, respeitando a identidade e a intimidade das pacientes.
      Prefeitura Municipal de Caaporã, na Paraíba
      Reprodução prefeitura.
      Procedimento do CRM-PB
      O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu uma sindicância para investigar a conduta do médico.
      O procedimento foi instaurado na quarta-feira (4) e busca apurar se houve infração ao Código de Ética Médica. A investigação vai reunir documentos, analisar os relatos e verificar se existem indícios de autoria e materialidade das possíveis infrações.
      Segundo o CRM-PB, caso um processo ético-profissional seja aberto, serão garantidos ao médico o direito à ampla defesa e ao contraditório. Poderão ser ouvidos o profissional investigado, as pacientes e testemunha.
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      Entenda o caso
      De acordo com o relato para a Polícia Civil, o caso aconteceu após o médico ter usado procedimentos clínicos como justificativa para realizar toques e manipulações íntimas sem finalidade médica, além de fazer perguntas de cunho sexual durante o atendimento.
      Após a denúncia, equipes da Polícia Civil foram até a unidade de saúde e identificaram outros relatos envolvendo o profissional. Uma segunda paciente, de 44 anos, também procurou a polícia e relatou situações semelhantes durante um atendimento anterior no mesmo estabelecimento.
      Funcionários da UBS foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao médico. O profissional não teve a identidade divulgada.
      Em depoimento à polícia, o médico alegou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. Ele foi preso em flagrante e deve passar por audiência de custódia.
      Para auxiliar nas investigações, foram solicitados exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (NUMOL), além das imagens do sistema de monitoramento interno da unidade de saúde.
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      Fonte: G1

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