A saúde cardíaca está intrinsecamente ligada às decisões alimentares diárias. Uma pesquisa recente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), abrangendo diversas regiões, revelou a necessidade de aprimorar as escolhas nutricionais da população. O estudo indicou que 27% dos homens e 16% das mulheres consomem predominantemente alimentos industrializados. Em contrapartida, 39% dos homens e 46% das mulheres priorizam alimentos in natura, enquanto 34% e 38%, respectivamente, mantêm um equilíbrio entre ambos os grupos.
O Papel Protetor dos Alimentos In Natura para o Coração
A preferência por alimentos in natura ou minimamente processados é crucial para a saúde cardiovascular. Itens como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais, em sua forma original, fornecem fibras, vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para uma dieta balanceada. Em contraste, os ultraprocessados, formulações industriais com aditivos, açúcares, sódio e gorduras em excesso – como refrigerantes, biscoitos recheados e embutidos – exigem atenção devido ao seu impacto negativo na saúde.
Como Identificar Alimentos Ultraprocessados
Para identificar um ultraprocessado no supermercado, observe a lista de ingredientes: quanto mais extensa, com nomes complexos e aditivos incomuns na culinária doméstica, maior a probabilidade de ser um alimento dessa categoria. Embora a moderação seja aceitável, uma dieta predominantemente baseada em alimentos frescos ou minimamente processados, com consumo reduzido de ultraprocessados, é inquestionavelmente mais benéfica para a saúde cardiovascular.
A Relevância do Monitoramento do Peso Corporal
A pesquisa da Socesp também destacou a disparidade no monitoramento do peso: 72% das mulheres se pesaram recentemente, contra 64% dos homens. Preocupantemente, 21% das mulheres e 26% dos homens não verificavam o peso há mais de um ano, e parcelas menores não lembravam ou nunca haviam feito isso.
O acompanhamento do peso transcende a estética, sendo vital para a saúde. O excesso de peso e a obesidade elevam o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, dislipidemias e doenças cardiovasculares, sobrecarregando o coração. O tecido adiposo em excesso também contribui para processos inflamatórios e metabólicos que podem agravar essas condições. Assim, o objetivo deve ser o autoconhecimento e o cuidado com o corpo, e não a busca por padrões de beleza específicos.
Uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o acompanhamento contínuo dos indicadores de saúde são pilares fundamentais para a prevenção. Cuidar do coração, em essência, significa fazer escolhas conscientes e saudáveis a cada dia.
Fonte: https://saude.abril.com.br









