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Saúde Infantil: Disfagia, os Impactos da Dificuldade de Deglutição em Crianças

Identificar as causas da disfagia é fundamental para evitar complicações graves de saúde  (M...

A disfagia, caracterizada pela dificuldade em engolir alimentos e líquidos de forma segura e eficiente, é um sintoma que exige atenção. Se o processo de deglutição for inadequado, há o risco de aspiração, onde alimentos podem ir para a traqueia e atingir os pulmões, situação potencialmente grave. Geralmente associada a outras condições de saúde, a disfagia demanda investigação cuidadosa, pois sua não identificação precoce pode comprometer severamente a alimentação, a saúde geral, o crescimento e o desenvolvimento da criança.

Embora mais comum em adultos, a disfagia também afeta bebês, crianças e adolescentes, com um impacto ainda maior nos primeiros anos de vida. A nutrição está diretamente ligada ao crescimento, ao desenvolvimento neurológico e à saúde respiratória. Estudos indicam que a prevalência de dificuldades alimentares pode alcançar 60% em crianças prematuras nos primeiros anos, sendo o risco significativamente ampliado em grupos com condições clínicas associadas.

Fatores de Risco em Crianças

Crianças com condições neurológicas (como paralisia cerebral), doenças cardíacas congênitas, histórico de prematuridade, baixo peso ao nascer, e doenças que afetam o sistema respiratório, além daquelas que passaram por internações prolongadas ou cirurgias precoces, apresentam maior probabilidade de desenvolver disfagia.

Identificando Sinais de Alerta

O diagnóstico da disfagia pode ser desafiador. Os sinais nem sempre são claros, variam conforme a idade e podem ser confundidos com refluxo ou alergias alimentares, especialmente porque crianças pequenas não conseguem descrever o sintoma. Além disso, muitas famílias adaptam a alimentação — modificando a consistência dos alimentos, trocando utensílios ou prolongando as refeições — o que pode mascarar o problema subjacente.

Entre os principais sinais de alerta estão: engasgos ou tosse durante ou após a alimentação, cansaço ou esforço para respirar enquanto come, ruídos respiratórios, irritabilidade ou desconforto nas refeições, salivação excessiva, dificuldade para mastigar, pneumonias de repetição e dificuldade no ganho de peso. Em bebês, baixa aceitação alimentar, estresse ou choro frequente durante as mamadas também podem indicar dificuldade no processo de alimentação e deglutição.

A Importância do Diagnóstico Precoce e da Intervenção

Segundo Talita Nishi, coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital Infantil Sabará, a alimentação e a deglutição se desenvolvem ao longo da infância, dependendo do funcionamento integrado de diferentes sistemas do corpo, como cavidade oral, respiração, controle motor e sistema neurológico. A intervenção adequada é crucial para evitar complicações com repercussões significativas na saúde da criança. Portanto, a avaliação por uma equipe multiprofissional especializada em pediatria é fundamental para garantir segurança alimentar, crescimento adequado e desenvolvimento saudável.

Fonte: https://saude.abril.com.br

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